Saiba mais sobre ‘Broken Hearts’, o novo single da banda Collyder
A jovem banda brasileira se prepara para show em São Paulo, no dia 28 de fevereiro, no House of Legends
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Broken Hearts é o nome do novo trabalho da banda Collyder. O single será lançado nas principais plataformas de streaming musicais nos próximos dias.
Collyder é uma banda de glam metal, liderada pelo vocalista Icah Roxx, e que já tem um EP e seis singles lançados, como a canção como Girls with Guns.
A banda reverbera, em essência, o glam rock: gênero musical que foi febre dos anos 80 e reviveu nos anos 2000 pela nova cena glam sueca.
O glam rock está em efervescência até os dias atuais, graças a bandas como Hardcore Superstar, Crashdïet e Crazy Lixx.
E o Collyder já chegou a abrir um show para a Crazy Lixx durante turnê em Belo Horizonte (MG). E vale lembrar que eventos como o HardStar Festival, em São Paulo, o Rock in Lidio, em Belo Horizonte, e a GlamSlam Party (itinerante) são a casa do Collyder.
Agora, a banda brasileira se prepara para a sua próxima apresentação, marcada para o dia 28 de fevereiro, na casa de shows House of Legends, na capital paulista. Eles vão abrir para o vocalista e guitarrista americano Brian Durbin, o frontman da banda tributo Hairbangers Ball, especializada em hair metal dos anos 80 — como Mötley Crüe, Poison e Def Leppard.
Nova formação
Recentemente, a banda Collyder anunciou mudanças e passou a integrar Nanda Arantes como guitarrista. No baixo, Mark Kurosaki, e na bateria, Gabriel Xavier. Já na guitarra solo, Lucas Fuza, que fecha a formação do grupo. Em março, eles se preparam para retornar aos estúdios para produzir um novo álbum.
Corações Partidos
O vocalista do Collyder tem 19 anos. Quando me apresentaram, o descreveram como o grande nome do futuro da cena musical mineira.
Eu o vi tocando na formação antiga, durante um festival em Belo Horizonte, chamado Rock in Lidio. O que mais me chamou a atenção, na época, era o fato de ser “uma banda de adolescentes tocando metal”.
Os outros dois membros eram menores de idade. Sem carro, o baixista pegou um ônibus metropolitano para ir ao show, mas chegou ao final da apresentação.
Icah Roxx e o baterista seguraram o show sozinhos. Com intensidade e presença de palco, voz marcante e guitarra segura, eles compensaram a ausência do baixo. Com um pouco mais de 18 anos. Essa foi a matéria que eu escrevi na época.
Hoje, esse mesmo músico me manda antecipadamente o Broken Hearts para ouvir, antes do lançamento nas plataformas.
Eu gosto de Do Ya Wanna Taste It, da banda norueguesa Wig Wam (Hard Rock e Glam Rock). A música foi escolhida, inclusive, por James Gunn para ser a abertura da primeira temporada de O Pacificador, da HBO Max.
No seriado, é possível ver um pôster de Hardcore Superstar e um do logo da banda no trailer do personagem. Isso aparece na primeira temporada, como um detalhe visual que reforça o fanatismo dele por glam metal sueco e bandas do movimento revival.
Tecnicamente, Broken Hearts poderia estar na trilha sonora de algum filme de James Gunn. Dentro dos elementos sonoros do glam, está tudo bem feito.
Variações, paradas, crescentes. Inglês “universal”. Notas abafadas e cheias como sensação de cadência. Reverb natural. E no final, a música se solta. Perfeita para quem tem presença de palco.
O glam é criticado pela repetição da sonoridade, padrões previsíveis do estilo musical. Ou “conforto nostálgico”. Mas aqui, em Broken Hearts, não há comodismo criativo. É como se esgotassem todos os recursos possíveis do gênero. Natural. Como a escola escandinava de música faz.
Mas...
O glam tem dois pesos. Seu maior defeito é perfeitamente explorado. E nele, está sua cruz. Junto com o “conforto nostálgico”, ou a repetição da sonoridade, existe uma temática (rock bronzeado) apartidário. Como eu disse, perfeito para os tempos atuais de polarização tóxica.
Minha ressalva sobre como isso é semear em terras infrutíferas brasileiras. Por exemplo, o neon, as luzes das noites cosmopolitas em uma vida de um lifestyle rock’n’roll glamouroso, é distante da realidade sócio-política brasileira.
Na prática, nossos Velozes e Furiosos não são carros potentes em rodovias vazias (como nas propagandas), mas um Fiat Uno sem freios descendo uma ladeira. Nosso whisky tem metanol.
Somos um país rural e periférico, cobertos por emissoras de televisão situadas em bairros de luxo. E isso “transmite” nossa cobertura.
Pensar nisso é legal para não repetir os erros do rock dos anos 2000. Por aqui, para o glam, até temos nostalgia pelos anos 80, mas são poucos ângulos e nichos glamurosos pelo país. Ou só faremos som para James Gunn.
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