Minas Gerais Seca afeta ao menos 93 mil moradores de áreas rurais em MG

Seca afeta ao menos 93 mil moradores de áreas rurais em MG

A três meses para o final do ano, número de cidades que decretaram situação de emergência no Estado já é 10% maior do que o registrado em 2018

Ao todo, 144 cidades decretaram estado de emergência por seca em 2019

Ao todo, 144 cidades decretaram estado de emergência por seca em 2019

Agência Brasil / Valter Campanato

A temporada de estiagem já causa reflexos na vida de moradores de Minas Gerais. De acordo com a Defesa Civil Estadual, até esta sexta-feira (20), ao menos 93 mil pessoas que vivem nas zonas rurais de 64 cidades sofriam com a falta de água em casa, causada pela seca.

Contudo, o número de afetados pode ser ainda maior, já que ele não engloba a população de outras 80 cidades que também decretaram situação de emergência, mas ainda não confirmaram os endereços dos moradores que precisam de ajuda humanitária.

A três meses para o fim de 2018, o número de cidades (144) que tiveram emergência decretada já é 10% maior do que o registrado no ano passado, quando 130 municípios precisaram acender o alerta vermelho para a seca.

De acordo com o tenente-coronel Flávio Godinho, subcoordenador da Defesa Civil, as regiões mais atingidas este ano são a Norte e dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – tradicionalmente regiões que apresentam menor índice de chuva.

Caminhões-pipa levam água para população

Caminhões-pipa levam água para população

Divulgação / Defesa Civil

Godinho explica que decretar situação de emergência nestas cidades é importante para agilizar a liberação de dinheiro público para ações de enfrentamento da seca. Este ano, a Defesa Civil conseguiu R$ 4,8 milhões junto ao Governo Federal para os trabalhos.

— Nós já começamos a distribuir água com caminhões-pipa para a população. São 20 litros de água por dia, por morador.

Rios

A falta de chuva também acendeu o alerta na região Central do Estado. Nesta quarta-feira (18), o Igam (Instituto Mineiro de Gestão das Águas) declarou situação crítica de escassez em um trecho do rio das Velhas, na altura da cidade de Santo Hipólito, a 270 km de Belo Horizonte.

Com a medida, as empresas e famílias que captam água nesta parte do curso d’água deverão reduzir a quantidade de líquido que retiram do local, para evitar problemas maiores no futuro. De acordo com Marília Melo, diretora-geral do Igam, a ação foi adotada após ser constatado que a vazão do rio no trecho está, pelo menos, 30% menor do que o valor de referência.

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O decreto sobre o rio das Velhas vale até o dia 15 de novembro. Além do curso d’água, trechos de outras quatro bacias hidrográficas também estão sob alerta. São elas: do Rio Paraopeba, do Suaçuí, do Araçuaí, e do Paracatu.

Marília destaca que se não houver chuvas nos próximos dias, o que não está previsto segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), outros rios também podem ter a situação de emergência acionada.

— Ainda estamos analisando os dados de outras áreas.