Minas Gerais Secretário de MG defende acordo com a União para acabar com crise

Secretário de MG defende acordo com a União para acabar com crise

Tesouro orientou equipe econômica a vender estatais e congelar o salário dos servidores a para MG poder aderir ao Regime de Recuperação Fiscal

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Secretário apresentou resultados de trabalhos no primeiro quadrimestre

Secretário apresentou resultados de trabalhos no primeiro quadrimestre

Divulgação / ALMG

O secretário de Governo de Minas Gerais, Custódio Mattos, voltou a defender nesta segunda-feira (10) a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal, que é o programa da União para ajudar os Estados a colocar as contas em dia. Para fazer parte do projeto, Minas teria que fazer uma série de mudanças na estrutura da máquina pública. Entre as sugestões apresentadas pelo Governo Federal, está o corte de cargos comissionados, aumento da contribuição previdenciária dos servidores, congelamento dos salários enquanto o plano estiver vigente e venda de empresas estatais.

Mattos defendeu a adesão ao projeto durante reunião do programa Assembleia Fiscaliza, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta manhã. Na iniciativa do parlamento, representantes de secretarias e empresas públicas devem se apresentar a cada quatro meses para mostrar os resultados do trabalho desenvolvido na gestão.

De acordo com o chefe da pasta, a adesão ao programa é fundamental para que Minas tenha “o direito de fazer operações de crédito”. Contudo, o secretário não revelou quais serão as medidas propostas pelo Governo Estadual. Ele afirmou que o projeto não será exposto a ninguém antes de ser apresentado à ALMG, que deve votar as propostas.

Durante o encontro, Mattos destacou a calamidade financeira pela qual o Estado passa. Segundo relatório do Tesouro Nacional, desde 2014, Minas Gerais acumulou déficit de R$ 36 bilhões. "Estamos na maior crise financeira que o Estado já viu. O problema é de todos", defendeu o secretário.

A deputada Beatriz Cerqueira (PT) criticou a proposta e defendeu que a medida vai “precarizar serviços públicos, com congelamento de despesas obrigatórias”.

Durante a reunião, servidores públicos fizeram manifestações no local.

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