Minas Gerais Sócios da Backer viram réus no caso das cervejas contaminadas em MG

Sócios da Backer viram réus no caso das cervejas contaminadas em MG

Justiça aceitou denúncia contra os três donos e sete funcionários da empresa pela intoxicação de clientes; uma pessoa responderá por falso testemunho

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Cervejas contaminadas provocaram mortes de clientes

Cervejas contaminadas provocaram mortes de clientes

Divulgação / Backer

Os três sócios da cervejaria Backer e sete funcionários da empresa viraram réus no processo referente à contaminação de cervejas da marca mineira.

A decisão da Justiça de aceitar as denúncias contra os envolvidos no caso foi divulgada pelo TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), na tarde desta sexta-feira (16).

Mais uma pessoa foi denunciada e se tornou ré por falso testemunho. Segundo os investigadores, ela teria mentido durante as investigações para se beneficiar às custas da empresa.

Dez pessoas morreram e mais de 20 teriam ficado doentes após consumirem a ceveja do rótulo belorizontina.

De acordo com o TJMG, os sócios da cervejaria vão responder por "crimes de envolvimento na adulteração de bebidas alcoólicas, perigo comum e crimes tipificados no Código de Defesa do Consumidor".

Os sete engenheiros e técnicos da empresa que eram responsáveis pelo processo de fabricação das bebidas vão responder pelos mesmos crimes que os proprietários, além de lesão corporal grave e gravíssima, homicídio culposo, além dos crimes imputados aos sócios.

Segundo o TJ, os donos da empresa seriam responsáveis por "por vender, expor à venda, ter em depósito para vender, distribuir e entregar a consumo chope e cerveja de forma continuada, que sabiam poder estar adulterados pelo uso de substância tóxica no seu processo de produção; pela prática de crime de perigo comum, por causarem dano irreparável à saúde pública; agir em conjunto e de forma continuada; deixar de comunicar aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado e ocasionar grave dano individual ou coletivo"

A reportagem tenta contato com a defesa dos denunciados.

Contaminações

A denúncia do MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) aponta que lotes de bebida da empresa eram vendidos contaminados, ao menos, desde 2018. A perícia encontrou traços de monoetilenoglicol e dietilenoglicol nas garrafas e tanques de produção.

As duas substâncias são anticongelantes usados no processo de resfriamento. Ambos são tóxicos à saúde humano e provocam alterações nos rins e sistema neurológico do intoxicado.

Técnicos da Polícia Civil idenficaram pontos de vazamento em tanques na fábrica da empresa, no bairro Olhos d'Água, na região Oeste de Belo Horizonte.

Durante as investigações, a empresa alegou que não seria possível a conteminação por dietilenoglicol, já que o produto não seria usado da fábrica. A polícia concluiu, no entanto, que a cervejaria pode ter recebido a substância trocada de um fornecedor de São Paulo.

Vídeo mostra vazamento em tanques da Backer:

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