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Surtos de conjuntivite têm aumento de 450% em Minas Gerais

Estado já registrou 815 surtos neste ano; o R7 MG preparou um quiz de mitos e verdades sobre conjuntivite

Minas Gerais|Ana Gomes, Do R7

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Olhos vermelhos e irritação são alguns dos sintomas da conjuntivite
Olhos vermelhos e irritação são alguns dos sintomas da conjuntivite

Minas Gerais registra um aumento repentino de número de casos de conjuntivite nos primeiros três meses do ano. Até março, a Secretária Estadual de Saúde já registrou 815 surtos, o índice já é 450% maior do que em 2017, com 180 surtos registrados.

A médica infectologista do CIEVS Minas (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde), Tânia Maria Marcial, ressalta que conjuntivite infecciosa, causada por vírus ou bactérias, é altamente contagiosa e apenas uma pessoa pode ser responsável pelo surgimento de vários surtos. Geralmente, a transmissão ocorre em 14 dias e, durante este período, várias pessoas do convívio do paciente, como familiares, ambiente de trabalho ou escola, podem ser infectadas.

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Em relação ao aumento de mais de quatro vezes de surtos em 2018 comparado a 2017, Tânia explica que ainda não é possível explicar o fenômeno. Segundo a médica, um dos motivos é a sensibilização dos profissionais de saúde para notificação dos surtos. A conjuntivite é sazonal e o número de casos pode variar ano a ano, conforme ocorre com outras doenças infecciosas.

A Secretária de Estado de Saúde informa que os números são disponibilizados em surtos e não em cada paciente infectado. Surtos de conjuntivite ou de outras doenças é definido como aumento do número de casos em um determinado lugar e em um período de tempo com claro aumento da frequência esperada, afetando uma área geográfica pequena e bem delimitada, como ruas e bairros.

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Em Belo Horizonte, as regionais leste, norte, nordeste, oeste e Pampulha foram as que mais registraram casos neste ano, segundo dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, que é a membrana que recobre a porção anterior da esclera e a face interna das pálpebras. De acordo com a oftalmologista Izabela Godinho, os principais sintomas são olhos vermelhos, coceira, inchaço, sensação de areia nos olhos, sensibilidade à luz e secreção ocular ou lacrimejamento. Quem observar alguma das reações, deve procurar um oftalmologista para um diagnóstico e orientações para o tratamento.

Izabela ainda alerta que atitudes simples como lavar as mãos com frequência ou utilizar álcool em gel, evitar colocar as mãos nos olhos e coçá-los, não frequentar locais com aglomerações de pessoas, podem ajudar na prevenção da conjuntivite.

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