Tarifa de ônibus deve voltar a R$ 4,50 neste sábado (8), diz prefeito de BH
Fuad Noman explica que não é possível antecipar a data da redução devido a alterações no sistema de cobranças
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

A tarifa de ônibus em Belo Horizonte deve voltar a custar R$ 4,50 até o próximo sábado (8). A estimativa foi feita pelo prefeito Fuad Noman (PSD), na manhã desta quarta-feira (5), após receber o projeto de lei que viabiliza a redução.
Atualmente, a passagem custa R$ 6. Noman afirmou que deve sancionar a nova lei hoje ou nesta quinta-feira.
"Não é possivel adiantar [a data da redução] por problemas operacionais das empresas e da BHTrans, que precisam modificar o sistema de cobrança", detalhou o político.
O presidente da Câmara, Gabriel Azevedo (sem partido), por outro lado, pressiona para que a redução aconteça o mais breve possível. "Já existe um projeto de resolução que será enviado à prefeitura hoje, à meia-noite, que cai com a passagem a R$ 6", comentou sobre o que pretende fazer caso a alteração não entre em vigor ainda hoje.
"O prefeito disse que vai vetar o ponto da passagem livre aos sábados, domingos e feriados e a questão dos [ônibus] suplementares. Eu disse a ele que a bola volta para Câmara. São 40 vereadores, porque eu não voto por estar presidindo. Ele terá que convencer aos vereadores a manter o veto à gratuidade", comentou o vereador sobre o que foi discutido na reunião com o prefeito nesta manhã.
Projeto
Na prática, o preço da tarifa vai ser viabizado por um projeto que autoriza o poder públicar pagar R$ 512 milhões em subsídio às empresas de ônibus. Serão R$ 390 milhões vindos da prefeitura e outros R$ 120 milhões da Câmara.
O acordo também prevê mais recursos para o sistema de ônibus suplementar e estabelece contrapartidas que as empresas devem apresentar para ter direito à ajuda de custo. As medidas passam por melhorar a qualidade do serviço, aumentar o tamanho da frota e gratuidade de tarifa para cinco grupos. São eles:
1 - linhas de vilas e favelas;
2 - estudantes;
3 - pessoas em busca de emprego;
4 - mulheres em recuperação de violência doméstica; e
5 - usuários do serviço de saúde, especialmente para pacientes em tratamento contra o câncer.














