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Justiça concede liberdade a treinador de futebol suspeito de assediar meninos em BH

Apesar de deixar a prisão, Marlúcio Inácio Duarte, de 32 anos, terá que seguir condições rigorosas impostas pela juíza

Minas Gerais|Andréa Silva, da RECORD MINAS

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Pouco mais de 24 horas de ser preso pela Polícia Civil em Belo Horizonte, o treinador de futebol de categoria de base, Marlúcio Inácio Duarte, de 32 anos, conseguiu liberdade provisória da Justiça de Minas Gerais. O homem é suspeito de assediar os alunos e sua prisão ocorreu em uma operação policial para o cumprimento de mandado de prisão, no Bairro Santa Cruz, na Região Nordeste da cidade.

Treinador foi preso na quarta-feira (13), no Bairro Santa Cruz, na região nordeste de Belo Horizonte

A decisão pela soltura ocorreu na audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (20), no Fórum Lafayette, em BH. O juiz informou que a decisão foi tomada pela ausência de pedido formal tanto da Polícia Civil quanto do Ministério Público de Minas Gerais na conversão da prisão em flagrante na preventiva.

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Medidas cautelares

Apesar da liberdade provisória, Marlúcio está sujeito a várias medidas cautelares. Ele está proibido de entrar em contato com as vítimas, seja de forma presencial ou virtual, e deve manter uma distância mínima de 500 metros da Arena Santa Cruz, onde dava as aulas de futebol. Também não pode frequentar nenhum dos campos ou escolinhas frequentados pelas vítimas.

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A Justiça determinou ainda, que treinador está impedido de exercer qualquer função que envolva contato com crianças e adolescentes. Além disso, Marlúcio Duarte deve comparecer mensalmente em juízo nos próximos seis meses para informar e justificar suas atividades. O descumprimento de qualquer uma dessas medidas pode resultar na decretação de sua prisão preventiva.

Investigação

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A Polícia Civil identificou quatro menores, entre 13 e 14 anos, que alegam ter sido vítimas do treinador. As acusações indicam que Marlúcio enviava mensagens de cunho sexual aos jovens, oferecendo dinheiro em troca de fotografias íntimas. Valores entre R$ 20 e R$ 50 eram transferidos via PIX para os garotos. Comprovantes dessas transações foram recuperados durante a investigação da Polícia Civil, e Marlúcio admitiu a troca de mensagens, justificando-as como ajuda financeira aos alunos.

A prisão em flagrante do professor de futebol, segundo a PCMG, foi por crimes previstos nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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