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Tribunal dobra pena para sequestradores de gerente da Caixa

Trio foi condenado a até 25 anos por manter família refém em Vespasiano em 2008

Minas Gerais|Do R7

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Vigilante desconfiou da movimentação e chamou a polícia
Vigilante desconfiou da movimentação e chamou a polícia

A Justiça Federal dobrou as penas de dois criminosos condenados por sequestrar a família de um gerente da Caixa Econômica Federal em 2008 para invadir o cofre da agência em Vespasiano, na Grande BH. Na época, as vítimas ficaram a madrugada sob poder dos criminosos e só foram libertadas quando um vigilante do banco desconfiou da ação e chamou a polícia.

A decisão foi divulgada nesta terça-feira (9) pelo Ministério Público Federal. Como transitou em julgado, não cabe recurso.

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Rodrigo Moisés de Deus recebeu pena de 25 anos e 4 meses e Alison Fernando Cabral foi condenado a 19 anos e 8 meses de reclusão por roubo e extorsão mediante sequestro. Na primeira instância, eles receberam a metade da pena, mas os desembargadores do TRF consideraram que o uso de arma de fogo e a ação de extorsão cometida por bando eram agravantes. 

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Outro comparsa, Ronaldo Ferreira, foi condenado em outra ação. Os outros integrantes da quadrilha não foram identificados.

O sequestro aconteceu no dia 3 de abril de 2008, quando o gerente da Caixa foi rendido na entrada de casa após o expediente. Eles levaram celulares e R$ 1.000 da vítima e da esposa e disseram que monitoravam o casal há dois meses. Também ameaçaram matar a mulher caso o cofre não fosse aberto.

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Rodrigo Moisés entrou no apartamento durante a madrugada para dar ordens aos comparsas. Depois, entrou Ronaldo Ferreira, que intimidou os reféns mostrando fotos de familiares para mostrar que conhecia a rotina das vítimas. Quando amanheceu, a mulher do gerente foi levada para um cativeiro no bairro Dom Silvério, em BH, enquanto o funcionário era levado por Ronaldo Ferreira para a agência.

Quando chegaram, o vigilante do banco desconfiou da ação e chamou a polícia. Em poucos minutos, Ferreira foi preso e os comparsas liberaram a refém. Rodrigo e Ailson fugiram para o Mato Grosso, onde foram presos no mesmo ano.

O MPF não informou se os condenados continuam presos.

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