Vale instala primeira membrana de contenção no rio Paraopeba
Curso d'água foi afetado pelo rompimento da barragem de Feijão; outros equipamentos serão colocados no leito no domingo
Minas Gerais|Paulo Henrique Lobato, do R7

Oito dias após o rompimento da barragem de Feijão, a Vale informou que inslaou neste sábado (2) a primeira membrana de contenção no Paraopeba, rio que corta a cidade de Brumadinho e que recebeu grande quantidade de rejeitos de minério.
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O trecho do rio que recebeu a membrana, contudo, fica em Pará de Minas, a 40 quilômetros de Brumadinho, no Centro-Oeste do Estado.
A membrana foi colocada próximo à captação de água de Pará de Minas. Segundo a Vale, "esse sistema de captação de água será protegido, no total, por três barreiras de retenção".
As outras duas barreiras serão instaladas no domingo (3).
Entenda como funciona a barreira
A barreira de contenção tem 30 metros de comprimento e profundidade de dois a três metros. De acordo com a Vale, a estrutura é como um tecido filtrante, evitando a dispersão das partículas sólidas (argila, silte, matéria orgânica etc), que provocam a turbidez da água e altera sua transparência.
Ainda segundo a Vale, "a fim de manter a verticalidade das cortinas anti-turbidez, há correntes metálicas na borda inferior (na parte imersa), não permitindo que o fluxo do rio faça a cortina subir até a superfície da água. Já o elemento flutuante utilizado é uma boia cilíndrica, que pode ser utilizada para conter o avanço de elementos suspensos na água".















