Veja o que se sabe sobre aviões que caíram no mesmo dia em Minas Gerais
Uma aeronave caiu em Belo Horizonte, matando o piloto, e outra caiu em Ipatiga, no Vale do Aço, onde morreram três policiais militares
Minas Gerais|Arnon Gonçalves, do R7
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Dois aviões caíram em um intervalo de cinco horas em Minas Gerais, nesta sexta-feira (9). A primeira queda foi registrada durante a manhã, quando um monomotor caiu em um pátio de manutenção do metrô, no bairro São Gabriel, em Belo Horizonte. A segunda foi na parte da tarde, quando um avião da Polícia Militar caiu próximo ao aeroporto de Ipatinga, no Vale do Aço.
No caso do monomotor, só havia um piloto dentro do avião, que morreu carbonizado. Já na aeronave da PM havia três militares, que perderam a vida no acidente.
Queda de monomotor em BH
Apenas dois minutos teria sido o tempo em que o avião ficou no ar antes de cair em um pátio de manutenção do metrô em Belo Horizonte. A aeronave saiu do aeroporto da Pampulha e caiu a 4 km de distância, no bairro São Gabriel. O piloto, que era o único tripulante, morreu carbonizado. A identidade dele ainda não foi divulgada.
Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave foi comprada em 2020 e possui capacidade para três passageiros alem do piloto. A situação dela estava regular junto a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), e sua data de validade do Certificado de Verificação de Aronavegabiliade vencia nessa sexta-feira (09). O monomotor não possui autorização para o uso de táxi áreo, vôos comerciais, aulas de vôo ou vôos especializados.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a monomotor saiu do Aeroporto da Pampulha nesta manhã e faria um pouso em Juatuba, e estava previsto para retornar ainda hoje para a Pampulha. Em nota, o Metro BH informou que a aeronave atingiu o Galpão onde funciona o oficina de manutenção de veículos Ferroviários da Concessionária. Ela lamentou a morte do piloto, e informou que o acidente não afetou o serviço de transporte coletivo do sistema metroviário. Nenhum funcionário do Metro se feriu.
Segundo a PM, o corpo do piloto foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde será submetido a exames para identificação. Sobre os motivos da queda, as apurações serão feitas pela Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
Veja como ficou o avião após a queda:
Queda de avião da Polícia Militar
Um avião da Polícia Militar caiu e deixou três oficiais mortos, por volta das 16h desta sexta-feira (9), nas imediações do Aeroporto Regional do Vale do Aço, no distrito industrial de Santana do Paraíso, em Ipatinga, no Vale do Aço, a 216 km de Belo Horizonte.
As informações são da PMMG e dão conta de que a aeronave havia acabado de decolar quando aconteceu o acidente. Com a queda, o avião, um King Air B300 da Polícia Militar, identificado como Pégasus 17, de prefixo PP-EJO, explodiu e formou uma enorme coluna de fumaça preta, que podia ser vista de longe.
Ao todo, duas viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender à ocorrência. A queda aconteceu às margens do córrego Garrafinha, entre o muro do aeroporto e o loteamento Cidade Jardim.
A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, por volta das 15h15. Segundo a PM, os militares realizavam um voo de recheque, procedimento para avaliar as habilidades dos pilotos. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência, na altura do km 43 da BR-458.
O avião era um Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO e identificação operacional Pégasus 17. O modelo bimotor turboélice foi fabricado em 1986, tinha capacidade para nove passageiros, além do piloto, e documentação válida até abril de 2027.
Quem são as vítimas
As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre, de 49 anos, a tenente Alice dos Santos Almeida, de 34, e a tenente Gabriela Emília Soares Lacerda Resende, de 35.
Silvestre pilotava a aeronave no momento do acidente. Natural de Belo Horizonte, ele tinha mais de cinco mil horas de voo e era considerado o instrutor mais experiente da corporação, segundo o coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da PMMG. Ele deixou a esposa e três filhos.
Gabriela Emília também era natural de Belo Horizonte e foi a primeira mulher da PMMG a se tornar piloto de aeronaves de asa fixa do Comando de Aviação do Estado (ComAvE). A tenente tinha cerca de 300 horas de voo e havia retornado recentemente da licença-maternidade. Ela deixou o marido e dois filhos pequenos.
O retorno da militar às atividades foi celebrado pela PM nas redes sociais na quinta-feira (8), um dia antes do acidente. Na homenagem, a corporação deu as boas-vindas à militar e celebrou seu retorno às atividades após a licença-maternidade: “Depois de uma pausa para viver um dos momentos mais importantes de sua vida, a Tenente Emília retorna aos céus. Ser mãe. Ser piloto. Ser policial militar”, dizia a publicação.
A terceira vítima, a tenente Alice dos Santos Almeida, era natural do Sul de Minas e também acumulava cerca de 300 horas de voo. Ela tinha 34 anos.
A aeronave também era utilizada pelo Comando de Aviação do Estado (ComAvE) no transporte de órgãos para transplantes. Em oito anos, o serviço de aviação da PMMG transportou cerca de dois mil órgãos.
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