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Vereador de Guarapari quer cobrar até R$ 30 de pedágio de mineiros no verão

Parlamentar propõe usar dinheiro para evitar falta d´água na cidade

Minas Gerais|Do R7

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José Wanderlei Astori teve a ideia da cobrança ao pagar caro por estacionamento em Belo Horizonte
José Wanderlei Astori teve a ideia da cobrança ao pagar caro por estacionamento em Belo Horizonte

Os turistas que planejam a tradicional viagem de férias para Guarapari podem preparar o bolso para uma taxa extra: a Câmara Municipal quer cobrar pedágio de carros de outros Estados que quiserem entrar na cidade. A ideia é do presidente da Câmara, José Wanderlei Astori (PDT), que justifica a cobrança para destinar o valor à recuperação de nascentes em Guarapari.

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Em entrevista ao Portal 27 TV, ele contou que teve a ideia ao viajar para Belo Horizonte e pagar R$ 36 em duas horas de estacionamento. 

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— Se a gente paga estacionamento tão caro em BH, o pessoal que vem para Guarapari e deixa sujeira, todos nós sabemos, não paga nada? Estamos com problema de água, esse dinheiro seria investido na recuperação de nascentes. Se não chover, em dezembro e janeiro as pessoas vão retornar por falta de água. 

O vereador acredita que a eventual cobrança - que depende de aprovação da maioria dos parlamentares e de sanção do prefeito - não vai afastar turistas, principalmente os mineiros, que lotam a cidade entre dezembro e fevereiro. 

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— Não vai afastar. R$ 10 é uma cerveja, um lanche da criança. Se em um mês mostrar que está fazendo [investindo em água], eles vão pagar com muito prazer. Ninguém quer tirar turista, nós queremos é botar tapete vermelho pro turista vir para Guarapari. 

O projeto prevê a instalação de três praças de cobrança nas entradas da cidade - depois de Vila Velha, na BR-101 e em Anchieta - em valores estimados de R$ 5 para motos, R$ 10 ou R$ 20 para carros e R$ 30 para ônibus de turismo. Os veículos receberiam um adesivo com validade por um mês para se deslocar pelo município. 

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Nos próximos dias, uma audiência pública deve ser realizada na casa legislativa para discutir a proposta. 

Prefeito queria afastar pobres

É a segunda vez em menos de um ano que autoridades capixabas criam polêmica com a "invasão" de mineiros no verão. Em dezembro de 2014, o prefeito Orly Gomes (DEM) disse em entrevista que pretendia limitar o acesso de turistas "pobres". "Precisamos de pessoas que venham com dinheiro para gastar. Seria melhor ter 100 mil turistas que gastassem R$ 200 por dia do que 1 milhão gastando apenas R$ 40 por dia", apontou o político. Nenhuma medida concreta foi tomada, mas a repercussão negativa do caso fez com que o movimento no Carnaval caísse, desagradando comerciantes da cidade que aproveitam o verão para lucrar com o turismo.

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