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Vingança pode ter motivado chacina em Minas Gerais

Polícia investiga suposto caso extraconjugal como estopim de violência, em Itaipé

Minas Gerais|Paulo Henrique Lobato, Do R7

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Chacina em Itaipé
Chacina em Itaipé Divulgação / Prefeitutra

Um caso amoroso apimentado por vingança pode ser a origem da chacina que vitimou uma criança de cinco anos e quatro adultos de uma mesma família, na madrugada desta segunda-feria (15), em Itaipé, no Vale do Mucuri, a 550 quilômetros de Belo Horizonte.

Testemunhas relataram aos investigadores que o acusado dos disparos, José Nilson Moreira de Jesus, de 34 anos, teria "se envolvido, no passado", com a mulher de um homem identificado como Rogério, tio da criança assassinada e que, atualmente, mora em São Paulo.

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Moreira, que nega ser autor da chacina, foi preso oito horas depois da carnificina. Tanto ele quanto Rogério são suspeitos de pistolagem no Vale do Mucuri.

Testemunhas não souberam precisar a data em que Moreira "se envolveu" com a mulher do desafeto, mas disseram aos policiais que, "no passado", Rogério ficou indignado com a investida de outro homem contra sua esposa e tentou matá-lo a tiros.

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Nenhum disparo acertou o alvo. Nesta madrugada, Moreira decidiu se vingar. Como Rogério mora no estado vizinho, optou por tirar a vida dos parentes dele.

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O suspeito foi à fazenda em que os pais de Rogério moravam e matou cinco pessoas, entre elas o menino de cinco anos, neto do casal de idosos. O corpo do pequeno Luca foi localizado na sala.

No mesmo cômodo, morreram os pais dele - Anália, de 26, e Pierre, de 37 - e a avó materna, Rosane Aparecida, de 55. O corpo do avô - Geraldo, de 56 - foi encontrado na cozinha. 

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Um garoto de 10 anos, irmão mais velho do menino de cinco, escapou da chacina ao se esconder debaixo da cama. Depois, correu para a casa da tia, vizinha à dele, e relatou o desespero. A mulher pegou o sobrinho e fugiu para a mata.

Assim que amanheceu, ela acionou a polícia. Os investigadores ouviram o relato do garoto e prenderam o suspeito em casa. Na residência de Moreira, encontraram uma bermuda suja de sangue. Uma amostra foi encaminhada à análise da perícia técnica. Ele é suspeito de outros nove homicídios na região.

Em seguida, os policiais foram à fazenda. Encontraram 16 estojos de 380, oito munições do mesmo calibre, um telefone celular e três espingardas de fabricação caseira. Os investigadores não informaram se o armamento pertence ao suspeito detido ou à família assassinada.

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