Variantes do coronavírus com data marcada?
Publicação que circula nas redes sociais, em várias línguas, traz tabela com datas em que novas variantes seriam "liberadas"
MonitoR7|Do R7

Uma tabela com datas até 2023, relacionadas com símbolos e nomes de letras gregas tem aparecido e reaparecido periodicamente em publicações nas redes sociais, em várias línguas. A tabela traz as letras gregas na coluna "Cepas/Variantes" e as datas na coluna "Lançamento".
Ou seja, seria a programação de datas em que as variantes do coronavírus seriam "lançadas", numa agenda que prevê até 21 variantes até fevereiro de 2023. Nas postagens, a tabela vem acompanhada dos nomes e logotipos da Organização Mundial da Saúde(OMS), Universidade Johns Hopkins, Fórum Econômico Mundial e Fundação Bill & Melinda Gates, procurando relacionar essas entidades com a tal programação de lançamentos de variantes.
As postagens afirmam que a tabela foi descoberta por uma radialista dos Estados Unidos e relacionam a liberação dessas variantes com as vacinas contra Covid-19, ao afirmar que "a vacinação periódica vem aí, te encher de óxido de grafeno, para conectar-se ao 5G".
A OMS adotou realmente as letras gregas para nomear as variantes do coronavírus, como forma de não associar essas variantes com os locais em que elas surgiram ou vierem a surgir. Podem surgir milhares de variantes do vírus, quanto mais tempo ele circular e se reproduzir livremente.
Até agora, as principais variantes monitoradas realmente pela OMS e pelos serviços de saúde dos países, em todo o mundo são Alfa, Beta, Gama, Delta, Lambda, Mu e Epsilon. Há ainda a variante Capa, identificada na Califórnia, Estados Unidos.
A tabela de datas usada nas postagens não tem nenhuma relação sequer com as datas em que as variantes conhecidas foram identificadas. A variante Gama, por exemplo, identificada aqui no Brasil, em Manaus, em novembro do ano passado, aparece na tabela no mês de agosto de 2021.
O atalho colocado nas publicações em português, que encaminharia para a tabela "oficial", apenas leva à página da OMS com informações sobre as variantes. Mas lá não é possível encontrar nenhum documento semelhante à tabela usada nas postagens.
Em relação às vacinas, a informação de que elas conteriam óxido de grafeno já foi desmentida por todos os fabricantes. E toda a composição das vacinas é apresentada para aprovação para as agências de vigilância sanitária de todo o mundo, sem que nenhuma delas tenha identificado esse componente.
No site da Anvisa(Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que aprovou todas as vacinas em uso no Brasil, é possível verificar os componentes de cada uma delas. E nenhum dos componentes presentes na formulação permitiria a conexão das pessoas vacinadas com a tecnologia de telefonia 5G.
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