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Iluminação transforma prédios de Cuité em símbolo de enfrentamento à violência contra a mulher

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Os tons de lilás passaram a iluminar prédios e espaços públicos de Cuité nesta semana como parte das ações do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. Com o tema “Agosto Lilás: Respeito, proteção e igualdade. Violência contra a mulher não tem desculpa, tem enfrentamento”, a programação também conta com uma série de ações que começou nesta segunda-feira (10) e segue até sexta-feira (14).


“Ao iluminar a cidade, nós espalhamos a mensagem de que violência contra a mulher não pode ser naturalizada nem silenciada. Interromper esse ciclo e acolher as vítimas também é nosso papel”, afirmou o prefeito Caio Camaraense.

De acordo com dados do Instituto de Pesquisa DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), estima-se que, em 2025, 27% das brasileiras tenham sofrido algum tipo de violência doméstica ou familiar. Diante desse cenário, a programação promovida pela Secretaria Municipal de Assistência Social, em parceria com as Secretarias de Educação e Saúde, terá com ações educativas, rodas de conversa, formação de profissionais, atividades voltadas para crianças e adolescentes e atendimento social.


Ao longo da semana, também serão distribuídos materiais educativos e divulgados canais de atendimento e denúncia, como o Ligue 180, o Disque 100 e o 190, em casos de emergência.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Juliana Bruna, o enfrentamento à violência contra a mulher precisa ir além da denúncia. “A violência não começa necessariamente com uma agressão física. Muitas vezes, ela aparece no controle, na humilhação, na ameaça, na retirada da autonomia e vai se tornando parte da rotina. Por isso, nosso trabalho é levar informação para dentro das famílias, conversar com crianças e adolescentes, preparar os profissionais e mostrar às mulheres que elas não estão sozinhas”, destacou Juliana Bruna.


Confira o calendário de ações

Segunda-feira (10)


Início das atividades do SCFV com crianças;
Tema: “Respeito começa em casa”;
Contação de histórias; desenhos e pinturas; teatro de fantoches; construção do “Painel do Respeito”.

Terça-feira (11) – CRAS Joana Darc e Bujari

* Ações com famílias acompanhadas pelo PAIF;
* Sala de espera: roda de conversa sobre prevenção da violência, comunicação não violenta, igualdade e identificação de sinais de violência;
* Oficina “Árvore do Respeito”;
* Orientações individualizadas às famílias.

Quarta-feira (12) – CREAS

Formação continuada para profissionais da rede.
Tema: “Conhecer direitos é romper o silêncio”.
Horário: 14h. Local: CRAS.
Discussão sobre violência de gênero e tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha; abordagem sobre ciclo da violência, direitos das mulheres, medidas protetivas, rede de proteção e canais de denúncia; distribuição de materiais educativos.

Quinta-feira (13) – CRAS Bujari

* Oficina de Economia Solidária sobre aproveitamento integral de alimentos – Orientações sobre hortas caseiras e compostagem doméstica. Horário: 14h. 
* Atendimento social;
* Atualização do CadÚnico;
* Orientações sobre Benefícios Eventuais.

Quinta-feira (13) – Centro da Criança

Oficina “Relacionamentos Saudáveis”
Horário: 18h30. Público: NUCA e demais adolescentes. 
Discussões sobre ciúme, violência no namoro, redes sociais e respeito às meninas; dinâmica “Semáforo das Relações Saudáveis”; produção de Reels, vídeos e cards; desafio “Minha voz pelo fim da violência”.

Sexta-feira (14) – Blitz Educativa

Ação a partir das 8h;
Local: centro da cidade;
Entrega de folders e orientações sobre prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.

Durante toda a semana – PCF

* Orientações durante visitas domiciliares;
* Conversas sobre respeito e convivência familiar;
* Rodas de conversa com gestantes, mães e cuidadores;
* Atividades com crianças sobre respeito, cuidado e empatia;
* Orientações sobre os impactos da violência doméstica;
* Divulgação da rede de proteção e dos serviços disponíveis.

Números para denúncia: 

Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher;
Disque 100: Direitos Humanos;
190: Polícia Militar, em casos de emergência.

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