Pogo Fest chega ao segundo ano e reúne diferentes gerações da cena underground em João Pessoa
O Pogo Fest chega à segunda edição neste sábado (10), na Vila do Porto, no Centro de João Pessoa, reunindo cinco bandas ligadas a...
Portal Correio|Do R7

O Pogo Fest chega à segunda edição neste sábado (10), na Vila do Porto, no Centro de João Pessoa, reunindo cinco bandas ligadas a diferentes vertentes e gerações da cena independente. A programação conta com Open the Coffin (RN), Zefirina Bomba (PB), Long Way Home (PB), Melancholic Wine (PB) e Abra Cadáver (PB). Após a retomada realizada em 2025, o coletivo Pogo Produções pretende consolidar o festival como um evento anual, mantendo a conexão com a história do Pogo Pub e ampliando os encontros em torno da produção underground.
Os ingressos estão à venda pela plataforma Shotgun. O lote promocional custa R$ 25, limitado a 20 ingressos. Há ainda meia-entrada por R$ 30, ingresso solidário por R$ 45 mais 1 kg de alimento ou produto de higiene pessoal, e inteira por R$ 60. As doações arrecadadas serão encaminhadas ao Movimento Luta nos Bairros.
Para Paolo Correia, um dos organizadores, a continuidade do festival está diretamente relacionada à preservação da história construída em torno do Pogo Pub e à intenção de estabelecer o evento de forma permanente.
“ A segunda edição representa a consolidação de um compromisso do coletivo Pogo Produções: manter vivo o legado do Pogo Pub, que de 2011 a 2016 foi um marco de resistência cultural e autonomia no Centro Histórico. A ideia é que o Pogo Fest seja um festival anual, por isso assumimos a missão de não deixar aquela chama se apagar. ”
Curadoria reúne diferentes vertentes e trajetórias
A programação do Pogo Fest Ano II reúne desde projetos recentes até músicos e bandas com décadas de atuação na cena independente. A Zefirina Bomba, trio paraibano em atividade desde 2003, chega ao festival com mais de 700 shows na trajetória e uma sonoridade que combina punk rock, influências nordestinas, viola distorcida e improviso.
A Long Way Home é um quarteto feminino de indie e rock alternativo formado pelo reencontro de amigas veteranas da cena independente paraibana dos anos 2000. Com referências à estética riot grrrl, apresenta composições sobre memória, afetos, corpo e resistência. Já a pessoense Melancholic Wine transita entre metal progressivo, gótico e metalcore, com duas mulheres à frente dos vocais e letras que dialogam com a cultura brasileira e a literatura paraibana.
Formada em João Pessoa em 2025, a Abra Cadáver é um power trio de death metal integrado por veteranos com mais de duas décadas de vivência no underground. A representação de fora da Paraíba fica por conta da potiguar Open the Coffin, projeto idealizado por Cláudio Slayer e dedicado ao death metal old school, que já passou por festivais como Setembro Negro e Abril Pro Rock e lançou, em 2025, o álbum Once Alive Always Dead.
Segundo Paolo Correia, a formação do line-up considera não somente a diversidade musical, mas também a trajetória dos grupos e sua relação com princípios historicamente defendidos pelo Pogo.
“ A curadoria foi pensada a partir da trajetória das bandas, da relevância delas na cena e da diversidade sonora. Ela reflete a essência do Pogo Pub: pluralidade aliada ao compromisso histórico com as pautas do underground. A escolha do line-up prioriza projetos com posicionamentos firmes no combate ao racismo, machismo, homofobia/transfobia, além do combate direto a políticas autoritárias, conservadoras e a qualquer forma de opressão. Temos bandas de João Pessoa e de fora, como a Open The Coffin, do Rio Grande do Norte, além de nomes fundamentais para a história da cena paraibana, como a Zefirina Bomba, que é de casa e uma grande referência. Também temos a Long Way Home (amigas da vida e de outros projetos que também fizeram parte da nossa história), a Melancholic Wine e a Abracadaver, mostrando diferentes vertentes do rock e do metal produzido na cena independente.”
Do Pogo Pub ao Pogo Fest
O Pogo Fest mantém relação direta com a história do Pogo Pub, espaço que funcionou entre 2011 e 2016 no Centro Histórico de João Pessoa e se tornou ponto de encontro de bandas, artistas e público da produção independente. A retomada do festival, iniciada em 2025, nasceu do desejo de preservar essa memória e criar novamente um espaço de circulação para diferentes expressões do underground.
A segunda edição avança nesse propósito ao colocar lado a lado bandas de diferentes momentos da cena, incluindo projetos formados por veteranos, grupos com mais de duas décadas de trajetória e artistas da produção contemporânea. A curadoria também amplia o intercâmbio para além da Paraíba com a participação da Open the Coffin, do Rio Grande do Norte.
A produção é assinada pelo coletivo Pogo Produções, responsável pela realização e curadoria do festival.












