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Suécia incentiva população a “ser rude” para evitar golpes por telefone

A Suécia lançou uma campanha para incentivar a população, especialmente pessoas com mais de 60 anos, a desligar o telefone diante...

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Idosos são os mais atingidos pelos golpes (Foto: Pexels)

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A Suécia lançou uma campanha para incentivar a população, especialmente pessoas com mais de 60 anos, a desligar o telefone diante de ligações suspeitas. A iniciativa orienta os cidadãos a “serem rudes” quando desconfiarem que estão falando com golpistas.

Batizada de “Ouse ser rude: isso pode te salvar de golpes”, a campanha busca reduzir os casos de fraudes telefônicas, conhecidas como vishing. Em 2025, os golpes causaram prejuízo de 5,7 bilhões de coroas suecas no país, o equivalente a cerca de R$ 3 bilhões.

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De acordo com as autoridades, os criminosos costumam iniciar o contato por meio de mensagens de texto. Eles se passam por funcionários de bancos, empresas ou órgãos públicos e enviam um número de telefone para que a vítima ligue em busca de informações ou ajuda.

Ao estabelecer o contato, os golpistas utilizam diferentes estratégias para convencer a vítima de que existe um problema urgente. Em alguns casos, afirmam que um crime está acontecendo e que é necessário transferir dinheiro imediatamente para uma conta indicada por eles.

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Segundo a polícia sueca, as mensagens costumam trazer um número de telefone e orientar o destinatário a ligar em busca de ajuda ou mais informações. Durante a chamada, os criminosos seguem um roteiro para provocar estresse e fazer com que a vítima tome decisões rapidamente.

A campanha conta com a participação de personalidades suecas, como Suzanne Reuter, Lennart Jähkel, Claes Elfsberg e Christina Schollin. Os artistas incentivam a população a priorizar a própria segurança, mesmo que isso signifique interromper uma conversa ou parecer indelicada.

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“Muitos de nós somos criados para sermos sempre educados e prestativos, e há muitos na minha geração. Mas hoje em dia é preciso ousar ser um pouco mais questionador. Não é falta de educação – é autoproteção”, afirmou Suzanne Reuter.

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