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Golpes na Black Friday: veja os mais comuns e como se proteger 

O número de ataques virtuais costuma aumentar nesse período, e atitudes simples podem ajudar na proteção de dados

Portal EdiCase|Do R7

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Golpes na Black Friday: veja os mais comuns e como se proteger  Portal EdiCase

A Black Friday está chegando e, com ela, não apenas as promoções, mas também o aumento de golpes virtuais. Nessa época do ano, cibercriminosos aproveitam o volume de compras e o senso de urgência dos consumidores para aplicar ataques que podem resultar em roubo de dados, infecção por malwares e prejuízos financeiros.

Promoções falsas, mensagens de phishing e sites fraudulentos estão entre as principais armadilhas. O perigo cresce ainda mais quando as compras são feitas em computadores corporativos, o que pode expor informações sigilosas e comprometer toda a rede da empresa.

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“A Black Friday é um dos períodos mais críticos do ano em termos de segurança digital. Golpistas aproveitam o aumento das compras on-line para aplicar ataques sofisticados. É essencial verificar a procedência das lojas, desconfiar de ofertas muito vantajosas e jamais usar equipamentos corporativos para fins pessoais”, explica o diretor-adjunto de Governança & Segurança de TI do Grupo Marista, Cássio de Araújo.

Como se proteger de golpes na Black Friday

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Abaixo, veja algumas dicas para se proteger de golpes na hora das compras na Black Friday:

  1. Desconfie de promoções milagrosas: se o preço for bom demais, provavelmente é golpe;
  2. Cheque o endereço do site: certifique-se de que a URL começa com “https://” e pertence à marca oficial;
  3. Evite clicar em links de e-mails ou mensagens suspeitas: especialmente os que pedem dados pessoais ou bancários;
  4. Use conexões seguras: nunca realize compras em redes Wi-Fi públicas ou desconhecidas;
  5. Mantenha o antivírus e o sistema operacional atualizados: isso reduz a chance de infecção por malwares;
  6. Use senhas fortes e ative a autenticação em dois fatores: são medidas simples que aumentam muito a segurança;
  7. Separe o uso pessoal do profissional: compras, cadastros e downloadsdevem ser feitos apenas em dispositivos pessoais.

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Além dos cuidados técnicos, o comportamento do usuário é decisivo para a segurança digital. “Pequenos hábitos diários, como conferir o endereço do site e não compartilhar informações sensíveis, podem evitar grandes prejuízos. A proteção on-line é tanto uma questão de tecnologia quanto de conscientização”, reforça Cássio de Araújo.

Golpes digitais mais comuns no Brasil em 2025

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A seguir, confira alguns dos golpes digitais mais comuns no Brasil e saiba como identificá-los.

1. Deepfake com celebridades em anúncios falsos

Como funciona: vídeos ou imagens geradas por IA imitam celebridades, promovendo produtos ou investimentos falsos em anúncios pagos nas redes sociais.

Por que é perigoso: o realismo do conteúdo gera confiança imediata, mesmo em pessoas instruídas.

2. Sites falsos com domínios recém-criados

Como funciona: golpistas registram centenas de sites com nomes que imitam marcas conhecidas, compram anúncios no Google e enganam consumidores durante buscas por “promoções Black Friday”.

Por que é perigoso: aparecem entre os primeiros resultados, simulam SSL (https) e o visual é idêntico ao de lojas legítimas.

3. Golpe do Pix com QR code malicioso

Como funciona: o QR code falso redireciona o pagamento para contas laranjas. Comum em promoções-relâmpago e perfis falsos no Instagram.

Por que é perigoso: a praticidade do Pix favorece a impulsividade.

4. Phishing via WhatsApp ou SMS se passando por banco ou loja

Como funciona: mensagens com links falsos informando bloqueio de cartão, atualização de cadastro ou promoções.

Por que é perigoso: utiliza engenharia social, tom de urgência e estética semelhante à de empresas reais.

5. Perfis falsos em aplicativos de namoro + golpe de investimento (Pig Butchering)

Como funciona: o golpista cria laços afetivos com a vítima e, depois, convence-a a investir em plataformas falsas.

Por que é perigoso: atua no emocional e se estende por semanas.

6. Extensões de navegador maliciosas que coletam dados bancários

Como funciona: extensões com aparência útil (como comparadores de preço ou cupons) monitoram navegação e capturam dados de pagamento.

Por que é perigoso: o usuário autoriza sem perceber, e a coleta é silenciosa.

7. Anúncios de sorteios falsos no Instagram ou TikTok

Como funciona:promessas de “iPhones grátis”, vales-presente ou produtos de marcas conhecidas, solicitando dados cadastrais.

Por que é perigoso: apela ao desejo de vantagem fácil e usa o algoritmo das redes para viralizar.

8. Golpe da falsa central de atendimento

Como funciona: após clicar em um link malicioso, a vítima é direcionada a um número falso de “suporte técnico” que simula resolver o problema, mas induz a instalação de aplicativos espiões.

Por que é perigoso: utiliza vocabulário técnico e comportamento profissional para enganar.

9. Invasão de contas via recuperação falsa de senha

Como funciona: golpistas induzem o envio de códigos de autenticação de duas etapas e assumem controle da conta, geralmente para aplicar novos golpes em contatos da vítima.

Por que é perigoso: não exige senha, apenas engenharia social e descuido momentâneo.

10. Marketplace falso dentro de redes sociais

Como funciona: páginas se passam por lojas reais em redes como Facebook e oferecem produtos com 80 a 90% de desconto, exigindo pagamento antecipado.

Por que é perigoso: muitas vezes o perfil tem seguidores, comentários e avaliações falsas, dificultando a identificação.

Por Mariana Blessmann

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