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Outubro é mês de prevenção: 7 dicas para cuidar da saúde e não ignorar os sinais do corpo

Do câncer de mama à endometriose, passando por infarto, AVC e infertilidade, especialistas explicam os cuidados essenciais para...

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Este mês é marcado por campanhas importantes de conscientização, como o Outubro Rosa e o Dia Mundial do AVC (Acidente Vascular Cerebral), celebrado em 29 de outubro. O período também reforça a importância dos cuidados com a saúde cardiovascular, reprodutiva e masculina. Abaixo, especialistas destacam atitudes que podem fazer diferença na prevenção e no diagnóstico precoce.

1. Conheça seu histórico familiar e previna o câncer de mama

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A prevenção do câncer de mama envolve hábitos saudáveis, acompanhamento médico e exames indicados conforme a idade e o risco individual. Em determinadas situações, a investigação genética pode identificar predisposições hereditárias.

Segundo a médica Dra. Ananda Arruda, alterações em genes como BRCA1 e BRCA2 podem aumentar o risco da doença. Entretanto, a maioria dos casos não está associada a síndromes hereditárias. Por isso, conhecer o histórico familiar e manter o rastreamento adequado são medidas fundamentais.

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2. Não confunda sintomas de infarto com ansiedade ou cansaço

Nas mulheres, o infarto pode provocar falta de ar, náuseas, tontura, cansaço incomum e desconforto nas costas ou mandíbula, além da dor no peito. Reconhecer essas manifestações é essencial para buscar atendimento imediato.

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“Existe um risco quando a mulher espera necessariamente aquela dor forte no centro do peito. Ela pode apresentar cansaço fora do habitual, falta de ar, náusea ou dor nas costas. Esses sintomas não devem ser banalizados”, alerta a cardiologista Dra. Thaís Pinheiro Lima.

3. Reconheça os sinais de AVC e procure ajuda imediatamente

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Dificuldade repentina para falar, perda de força de um lado do corpo, alteração facial e problemas de equilíbrio podem indicar um AVC. Mesmo quando os sintomas desaparecem, é necessário buscar atendimento de urgência.

“Quando falamos em AVC, tempo é cérebro. Uma alteração neurológica súbita precisa ser valorizada, mesmo que pareça leve. Fraqueza, dificuldade para falar e alterações da visão justificam atendimento imediato”, explica o neurocirurgião Dr. Leandro Macedo.

Consultas urológicas devem fazer parte do cuidado com a saúde masculina Imagem: New Africa | Shutterstock

4. Não deixe a vergonha impedir o acompanhamento da próstata

O receio do toque retal ainda afasta muitos homens das consultas urológicas. Entretanto, a avaliação deve considerar idade, histórico familiar, sintomas e exames, como o PSA, conforme a indicação individual.

“O PSA e o toque não são exames concorrentes. Um não substitui automaticamente o outro. O problema é quando o medo faz o homem evitar a consulta e deixar de discutir qual acompanhamento realmente precisa”, afirma o Dr. Lucas Takikawa, urologista especialista em HoLEP.

5. Investigue a infertilidade masculina desde o início

Quando um casal enfrenta dificuldades para engravidar, a investigação deve envolver ambos os parceiros. Varicocele, obesidade, tabagismo e uso de anabolizantes podem comprometer a fertilidade masculina.

“Quando o casal tem dificuldade para engravidar, a investigação masculina precisa acontecer com a feminina. Não faz sentido esperar meses investigando apenas a mulher para depois encaminhar o homem”, explica o Dr. Yasser Omar Dalle, urologista com formação em andrologia e infertilidade masculina.

6. Cólicas incapacitantes podem indicar endometriose

Dores menstruais intensas, desconforto pélvico e dificuldades para engravidar podem estar associados à endometriose. A doença exige avaliação individualizada, e alguns casos podem ter indicação cirúrgica.

“A cirurgia robótica é uma ferramenta que permite atuar com precisão na remoção das lesões, buscando reduzir o impacto no organismo e melhorar a qualidade de vida da paciente”, destaca o Dr. Marcos Travessa, especialista no tratamento cirúrgico da endometriose por via robótica.

7. Faça do pré-natal um espaço de escuta e acolhimento

Além dos exames e do acompanhamento do bebê, o pré-natal deve garantir informações claras e participação da gestante nas decisões. Conversas sobre parto, amamentação e saúde emocional também são importantes.

Para a Dra. Alyk Vargas, médica com atuação na assistência à saúde da mulher e acompanhamento pré-natal, humanizar significa unir segurança clínica, acolhimento e respeito às escolhas da paciente, permitindo que ela compreenda cada etapa da gestação.

A prevenção não deve ficar restrita às campanhas de outubro. Reconhecer sintomas, realizar avaliações indicadas e manter o acompanhamento médico são atitudes que contribuem para a saúde durante todo o ano.

Por Sarah Carvalho

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