Você se levanta da cama do jeito certo? Veja como proteger a coluna
Movimentos bruscos ao acordar podem aumentar o desconforto e sobrecarregar músculos e articulações
Portal EdiCase|Do R7

O despertador toca e, muitas vezes, a primeira reação é se levantar rapidamente para começar o dia. Embora pareça um movimento simples, a maneira de sair da cama pode provocar desconforto e exigir esforço desnecessário da coluna, especialmente em pessoas que já apresentam dores, rigidez ou dificuldade de mobilidade.
Segundo Rafaela Correia Costa Magalhaes, coordenadora dos cursos de Fisioterapia e Educação Física da Faculdade Anhanguera de Maceió, levantar o tronco de uma só vez, como em um movimento abdominal, exige esforço da musculatura e pode aumentar a pressão na região lombar.
“Após algumas horas de repouso, é comum que o corpo apresente certa rigidez. Quando a pessoa se levanta de maneira rápida e faz uma flexão ou rotação brusca do tronco, pode sobrecarregar estruturas que ainda estão retomando o movimento. O ideal é realizar essa transição de forma gradual e controlada”, explica.
Pessoas que devem ter mais atenção
O cuidado é ainda mais importante para idosos, gestantes, pessoas em recuperação de cirurgias e pacientes com dores na coluna, alterações de equilíbrio ou mobilidade reduzida. Nesses casos, levantar rápido também pode favorecer tonturas, perda momentânea de estabilidade e quedas.
“A pessoa não precisa ter uma doença na coluna para prestar atenção nesse movimento. A forma de levantar faz parte dos cuidados posturais cotidianos, assim como sentar, carregar objetos e permanecer por períodos prolongados na mesma posição”, esclarece a fisioterapeuta.

Como se levantar da cama?
A recomendação é evitar projetar o tronco diretamente para a frente. Primeiro, a pessoa deve virar o corpo para o lado, mantendo ombros e quadris alinhados. Em seguida, pode dobrar os joelhos, colocar as pernas para fora da cama e apoiar as mãos no colchão para elevar o tronco até ficar sentada.
“Os braços ajudam a distribuir o esforço, enquanto as pernas funcionam como um contrapeso durante a subida do tronco. O movimento deve ser realizado sem pressa e evitando torcer a coluna. Depois de sentar, é importante apoiar os pés no chão e perceber se há tontura ou instabilidade antes de ficar em pé”, orienta Rafaela Correia Costa Magalhaes.
A altura da cama também influencia. Camas muito baixas podem exigir maior esforço dos joelhos e quadris no momento de ficar em pé, enquanto superfícies excessivamente altas podem dificultar o apoio completo dos pés no chão. Caso a pessoa utilize chinelos, tapetes ou objetos próximos à cama, é importante verificar se eles oferecem risco de escorregão ou tropeço.
Cuidados não substituem orientação profissional
Além da forma de se levantar, a especialista reforça que dores recorrentes ao acordar não devem ser ignoradas. Desconforto intenso, fraqueza, formigamento, perda de sensibilidade ou dificuldade frequente para sair da cama precisam ser avaliados por um profissional de saúde.
“Pequenos cuidados posturais ajudam a tornar o movimento mais seguro, mas não substituem uma avaliação individual. Quando a dor é persistente ou limita as atividades diárias, é necessário investigar a causa e definir a orientação mais adequada para cada caso”, conclui.
Por Letícia Zuim Gonzalez
















