Da relação cultural e econômica à parceria estratégica com o Brasil
Festa comemora, em Brasília, data nacional da Arábia Saudita

Mais do que um brinde em um calendário diplomático, a celebração do Dia Nacional da Arábia Saudita aconteceu na última semana, em Brasília. O evento da nova era percorreu a linha do tempo até chegar à atual da relação diplomática com o Brasil. Longe de ser apenas um ato protocolar, mas, sim, uma vitrine da relação bilateral.
Unificação e a projeção de um futuro ambicioso
A festa na capital federal homenageou a história: o decreto de 23 de setembro de 1932 que unificou o país e culminou a saga liderada pelo rei Abdulaziz bin Abdulrahman Al Saud, iniciada com a retomada de Riade em 1902. Contudo, o olhar estava voltado para a frente.
Em seu discurso, o embaixador Faisal Ghulam deu o tom ao destacar a “Visão 2030”, o ambicioso plano que busca diversificar a economia saudita, reduzindo a dependência do petróleo. O diplomata deixou claro que o Brasil é uma peça-chave nesse novo tabuleiro global de investimentos, tecnologia e cultura que o reino tem desenhado.
Representantes do Itamaraty, incluindo o secretário de África e Oriente Médio, sublinharam a excelência das relações e o robusto volume comercial. O intenso fluxo de visitas de alto nível — como a ida do presidente Lula e a vinda do chanceler saudita — foi citado como prova do compromisso mútuo em aprofundamento.
O evento também deu palco para ressaltar o crescimento dos investimentos sauditas no Brasil, que já ultrapassam a marca de bilhões de dólares. Foi destacada, por exemplo, a recente instalação do escritório da mineradora gigante Ma’aden em São Paulo, um marco que simboliza a confiança do reino no potencial brasileiro.
O embaixador Ghulam fez questão de frisar a sintonia dos dois países em temas globais, mencionando a colaboração em fóruns como o G20. No âmbito cultural, foi evidenciada a iniciativa de apoio ao Centro Internacional da Língua Árabe em universidades brasileiras, fortalecendo a ponte entre as sociedades.
Em um cenário onde a diplomacia busca cada vez mais conexões tangíveis, a festa do Dia Nacional em Brasília resumiu o espírito da relação: conectando uma história de unificação com um futuro de cooperação estratégica. Como bem disse o embaixador Ghulam: “Nossa cooperação com o Brasil sempre expandiu positivamente as fronteiras bilaterais”.
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