O pesadelo araraquarense

Sem saber o que fazer, o prefeito Edinho Silva fez o de sempre: decretou um lockdown

Edinho Silva, prefeito de Araraquara

Edinho Silva, prefeito de Araraquara

Reprodução / Facebook

É provável que nenhum município brasileiro tenha vivido quarentenas tão radicais quanto as impostas a Araraquara pelo prefeito Edinho Silva. A rigidez do primeiro look down, por exemplo, incluiu a espetaculosa prisão, executada por quatro guardas municipais, de uma mulher que cometera um pecado capital: sem máscara, ela estava sentada sozinha numa praça deserta da cidade. Em tempos de isolamento total, isso dá cadeia em Araraquara.

Reeleito em novembro, o ex-ministro da Dilma Rousseff continua o mesmo. Assustado com o recrudescimento da pandemia — e com o aparecimento de um vírus de outra cepa —, transformou-se no único prefeito paulista a decretar um lockdown sem pedir licença ao governador. O Edinho do segundo mandato alega que estão ocupados todos os leitos de UTI que o Edinho do primeiro mandato jurava ter comprado em quantidade suficiente para acolher doentes de toda a região.

Graças ao comandante da guerra municipal contra o vírus chinês, Araraquara tornou-se a prova mais recente de que quarentena não é vacina e lockdown não bloqueia a expansão da pandemia; apenas retarda seu avanço. Na campanha de 2016, o candidato Edinho Silva prometeu dotar Araraquara de um sistema de saúde exemplar. Não cumpriu a promessa. Teve um ano inteiro para aprender a combater o coronavírus. Não conseguiu. Perplexo, fez o de sempre: decretou mais uma quarentena.

Esperar resultados diferentes usando uma mesma de uma fórmula que não funcionou é um tipo de loucura. De todo modo, nenhum jornalista qualificou de “genocida” o protagonista do fracasso araraquarense. Edinho é do PT.

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