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Alarme e bloqueador: o que ainda é usado para proteger carros mais antigos?

Rastreadores com aplicativo convivem com alarmes, bloqueadores eletrônicos e travas de volante; veículos com 10 a 15 anos também podem receber essas tecnologias. Mas o que pode ser usado hoje em dia para evitar que o carro seja levado por ladrões?

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Dono do veículo ativa alarme Freepik/Divulgação

A proteção contra furto de um carro mais antigo pode reunir equipamentos de diferentes gerações. O alarme com sirene continua disponível, assim como os bloqueadores e as travas de volante. Ao mesmo tempo, o rastreamento permite acompanhar a localização pelo celular e, dependendo do equipamento e do serviço contratado, receber alertas de movimentação e solicitar o bloqueio do veículo. Cada solução tem uma função: avisar sobre uma invasão, dificultar a utilização do automóvel ou ajudar a encontrá-lo depois de levado.

Motorista ativa alarme de carro antigo Freepik/Divulgação

Para quem mantém um usado na garagem, a idade do veículo não impede a instalação de um rastreador. Essa aliás é a melhor ideia hoje em dia onde um seguro pode não valer a pena. A escolha depende da compatibilidade do equipamento, das condições da instalação elétrica e dos recursos desejados. Um carro fabricado entre 2011 e 2016 pode receber monitoramento sem precisar de central multimídia ou conexão original de fábrica: o equipamento instalado utiliza sua própria tecnologia de localização e comunicação.

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O rastreador recebe sinais de satélites para calcular a posição e, nos sistemas que utilizam telefonia celular, transmite as informações para uma plataforma de monitoramento. Existem também soluções por radiofrequência e combinações de tecnologias. O aplicativo pode mostrar posição, deslocamentos e situação da ignição, conforme o produto contratado.

Bandido pronto para roubar veículo Freepik/Divulgação

Na contratação, vale observar a cobertura, a frequência de atualização da localização, a existência de bateria de apoio e o atendimento em caso de roubo ou furto. Ter um ponto no mapa e contar com uma central para auxiliar na recuperação são serviços diferentes. Também é necessário verificar se o pacote inclui seguro: rastreamento, isoladamente, não significa indenização caso o veículo não seja recuperado.

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Alarme ainda é comum

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O alarme mantém uma proposta mais imediata. Sensores podem identificar abertura indevida de portas ou movimentação dentro da cabine e acionar a sirene. Conforme o modelo, há controle de presença e integração com funções de bloqueio. Entretanto, um alarme convencional não informa onde o carro está depois de um furto, a menos que esteja associado a um sistema de rastreamento. O custo de um alarme hoje pode começar em R$ 300 mas superar R$ 1.500 dependendo do dispositivo.

Em um usado, o primeiro passo é descobrir o que já está instalado e se funciona. Controles sem bateria, sensores desregulados e acessórios antigos com ligações deterioradas merecem revisão. A instalação precisa respeitar o circuito elétrico do veículo, evitando adaptações que possam causar falhas de partida ou consumo de bateria com o carro estacionado.

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Bandido roubando veículo Freepik/Divulgação

Bloqueador é mais simples mas ajuda

O bloqueador acrescenta outra função: impedir a partida ou restringir o funcionamento do veículo, dependendo da solução. Pode atuar por comando autorizado, controle de presença ou integração com uma central de rastreamento. Há alarmes que bloqueiam o motor de partida, por exemplo. Por isso, dois produtos vendidos como “bloqueadores” podem ter comportamentos diferentes. O proprietário deve conhecer o procedimento de desbloqueio e o que acontece se houver falha no controle ou no celular.

Nesse mercado também aparecem os módulos de acelerador, frequentemente anunciados como “chips de potência” ou dispositivos para tirar o delay do pedal. A descrição exige cuidado: um módulo que modifica a sensibilidade do acelerador eletrônico não aumenta, por si só, a potência do motor. Ele altera a relação entre o movimento do pedal e a solicitação de aceleração, dando uma resposta mais intensa com menor deslocamento do pé.

Alguns desses equipamentos acrescentam funções de segurança, como bloqueio do acelerador e reconhecimento do smartphone por Bluetooth. Existem também módulos que recebem comandos de rastreadores para restringir a aceleração. A aplicação depende do modelo e do ano do carro, além da presença de acelerador eletrônico: veículos com acionamento por cabo exigem outras soluções.

A expressão “GPS integrado” também precisa ser conferida na ficha técnica. Integração com um rastreador externo não significa que o módulo do pedal tenha receptor GPS e comunicação celular próprios.

Mesmo com essas alternativas eletrônicas, as travas de volante e de volante com pedal continuam à venda. Elas criam uma barreira física, visível pelo lado de fora, e dispensam aplicativo, sinal celular ou alimentação pela bateria do carro. Exigem, porém, colocação e retirada a cada uso, além de compatibilidade com o volante e o espaço da cabine. Não permitem acompanhar a localização do veículo.

Para carros mais antigos, a escolha deve considerar onde o veículo fica estacionado, a rotina de utilização e o custo de instalação e manutenção. Alarme, trava e rastreador podem atuar em conjunto, mas nenhum equipamento oferece proteção absoluta. Uma instalação bem executada e a revisão periódica dos acessórios ajudam a manter funcionando aquilo que foi contratado para proteger o automóvel.

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