[Avaliação] Royal Enfield Himalayan é trail 400cc com custo-benefício

Avaliamos a polivalente trail da Royal Enfield que oferece motor de 400cc pelo preço de motos menores das marcas tradicionais

Himalayan testada durante uma semana: motor de 411cc é valente para a cidade e fora dela também

Himalayan testada durante uma semana: motor de 411cc é valente para a cidade e fora dela também

Marcos Camargo Jr

Em um universo de motos trail, bem apropriadas para o mercado brasileiro com pisos mal conservados, as marcas tradicionais exploram o segmento com produtos de baixa ou alta cilindrada. As marcas premium de motos, por sua vez, tem veículos superiores em tudo, mas também no preço. O R7 Autos Carros avaliou esta novidade aventureira raiz vendida no nosso mercado desde janeiro.

Em ação ela mostra habilidade para terrenos difíceis mas não esbanja força em alta rotação

Em ação ela mostra habilidade para terrenos difíceis mas não esbanja força em alta rotação

Royal Enfield divulgação

Neste universo, a Royal Enfield oferece desde o início o modelo Himalayan, com proposta off road de inspiração retrô, motor exclusivo de longo curso e preço muito atrativo para o segmento: R$ 18,9 mil.

Visual retrô mas bem resolvido e fiel à receita da moto tradicional

Visual retrô mas bem resolvido e fiel à receita da moto tradicional

Marcos Camargo Jr

O visual bem inspirado nas motos clássicas dos anos 1980 traz o garfo pronunciado, protetores de carenagem e banco mais baixo para uma pilotagem tranquila.

Himalayan em pintura não disponível no Brasil e com alforges nas laterais

Himalayan em pintura não disponível no Brasil e com alforges nas laterais

Royal Enfield Divulgação

Para a Himalayan foi escolhido o propulsor LS410 de 411cc que desenvolve 24,5cv de potência e câmbio de cinco marchas, com sistema de freios com ABS e disco de 300mm na dianteira e 240mm na traseira. Integra o pacote pontos de de fixação de bagagem para malas rígidas, alforjes e galões de combustível. O tanque de 15 litros rende 450 quilômetros de autonomia, segundo a marca.
Visivelmente, a Royal Enfield Himalayan agrada quem gosta de uma moto mista com visual vintage, posição de pilotagem mais baixa e bem assentada graças ao peso de 191kg.

Motor LS de longo curso não tem alta potência mas estabilidade e baixa vibração

Motor LS de longo curso não tem alta potência mas estabilidade e baixa vibração

Givi Divulgação

O motor tem torque em baixa e média rotações e mesmo sentido o peso da Himalayan a pilotagem é agradável. Como outras motos da marca o engate do câmbio poderia ser um pouco mais suave, mas não cansa nem faz perder o prazer de pilota-la já que conta com sistema de atenuação de vibrações. O painel é elegante e completo além de vintage. Só a chave simples não combina com o conjunto.

Painel analógico com computador de bordo na cor verde, de inspiração retrô

Painel analógico com computador de bordo na cor verde, de inspiração retrô

Royal Enfield Divulgação

Em termos de motocicletas feitas para viajar ou para um leve fora de estrada, a Himalayan é a melhor opção entre custo-beneficio. Se comparada com outros modelos de sua classe como Yamaha Lander 250 na mesma faixa de preço além da Kawasaki Versis 300 e BMW G310 GS mais caras, ela tem bom valor além de estilo de sobra para quem sair do comum.

A Himalayan tem feito a diferença na Royal Enfield que apesar do tamanho da marca fora do Brasil ainda é iniciante e com rede restrita por aqui. Este ano a marca já abriu novas concessionárias em Campinas e Ribeirão Preto (SP), Brasília (DF) e Curitiba (PR). Até março de 2020 a marca confirma pontos de venda em Belo Horizonte e Rio de Janeiro.