BMW M235: testamos o novo esportivo alemão com 317cv
Nova geração é mais rápida, divertida e amigável no uso urbano

A BMW vem renovando seu portfólio de maneira acelerada, dando atenção para os SUVs, mas sem esquecer de modelos tradicionais como o recém-anunciado M135 e o já lançado M235.
A nova geração ganha conectividade, desempenho e um toque atual para a linha de sedãs que o R7-Autos Carros teve a chance de avaliar por uma semana.

O BMW M235 é um projeto bem recente. A atual geração (F74) ficou mais esportiva mesmo na versão de entrada. A plataforma derivada do Countryman “engana” bem a origem.
Diferente do 220 coupé, o M235 é um sedã 317 cv e o torque sobe para 40,8 kgfm indo muito além dos 204cv do irmão mais fraco. A transmissão é automatizada de dupla embreagem e 7 marchas.

O 0 a 100 km/h do BMW M235 é feito em 4,9s e a tração é do tipo integral xDrive. Não há eletrificação nem mesmo assistência leve nessa nova geração.
Visual arrojado sem exageros
Os novos Série 2 trazem o perfil cupê de capô longo e a linguagem de design Iconic Glow que é fechada e já está em vários veículos da marca.
Há quem não goste dessas luzes, mas é fato que na linha de automóveis o M235 é equilibrado.

Na dianteira do M235, por exemplo, a grade do duplo rim é iluminada em LED e a grade ativa melhora a aerodinâmica do carro. Na coluna C o número “2” com o desenho que parece “curto” evoca mais esportividade. E vai além.

A traseira tem lanternas com novo design e dupla saída de escape no M235. As rodas são de 18 polegadas no 220 e 19 polegadas no M235.
Interior conectado é uma preocupação
Descendo o degrau desde o grande iX, a BMW realinhou seu interior limpo com os modelos elétricos.
No interior, os bancos têm novo visual, o volante M em couro (com marcação de 12h no M235), acabamentos em alumínio iluminado e o BMW Curved Display com telas de 10,25 polegadas para o painel de instrumentos e 10,7 polegadas para a central multimídia.

O seletor de marchas tem novo formato. O cliente do 235, por exemplo, pode usar bancos em Alcântara (em concha com logo M iluminado) ou vermelho com preto.

Vale lembrar que a disposição dos painéis digitais e a porção central do carro remetem ao estilo dos modelos elétricos. O couro revestindo o painel com iluminação esportiva por trás do tecido também dão tom de modernidade.

Em relação à conectividade, a marca alemã conta com o BMW ConnectedDrive com serviços como navegação com trânsito em tempo real, chamada de emergência inteligente e aviso de manutenção.
Destaque para o Digital Key Plus com tecnologia UWB, permitindo abrir e ligar o carro sem aproximação do smartphone. Compatível com Apple e Samsung, com opção de compartilhamento digital da chave. O sistema, aliás, é novo e diferente da série 2 lançado aqui ha cinco anos.
Teste dinâmico
Embora seja uma versão muito mais potente que a 220, o M235 é muito dócil na saída e no uso urbano. O motor não dá sinais de esportividade, mas basta subir o giro para tudo mudar.
Se no trânsito ele se preocupa em ser eficiente, ao chegar em uma rodovia o motor B48 acende e bem rápido.

Mesmo que pareça um pouco manso, o carro de carroceria curta favorece as curvas acentuadas e se torna divertido. Se ajustar o modo de condução para explorar os perfis esportivos isso melhora ainda mais.

As curvas mais fechadas são vencidas com muito controle graças à atração integral. Ao mesmo tempo, o M235 se mantém dócil sem sustos de um M2 com tração traseira, por exemplo, sendo mais amigável.

Também se nota no 0-100 km/h que o ajuste do motor 2 litros fica bem rápido com os 317cv e nem chega à terceira marcha antes de cruzar essa marca.
O M235 custa R$ 479.950 no Brasil e ilustra bem o reforço da BMW em segmentos de luxo com perfil esportivo e produtos de nova geração mais atualizados que as versões esportivas do A3 e do Mercedes AMG vendidos atualmente pela concorrência.
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