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Carro usado: como evitar o golpe da quilometragem adulterada?

Os veículos usados podem esconder uma informação vital: seu histórico de rodagem

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Adulteração da quilometragem é um golpe comum na compra de carros usados.
  • Realizar um laudo cautelar é fundamental para saber a verdadeira história do veículo.
  • Testar o carro por um período mais longo ajuda a identificar problemas e desgastes.
  • Atenção ao estado interno e externo do carro pode revelar alterações suspeitas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Adulterar a quilometragem ainda é um dos golpes mais comuns na venda de carros usados Freepik/Divulgação

Comprar um carro usado no Brasil é uma tarefa tão simples. Infelizmente, existem vários tipos de golpes que são feitos com o objetivo de valorizar o veículo ou esconder seus sinais do tempo. O recurso mais comum é adulterar sua quilometragem.

Engana-se que nos tempos do analógico era mais fácil e hoje essa “artimanha” ficou mais difícil. Com a tecnologia, muitos vendedores de carro adulteram a quilometragem do veículo para o mesmo parecer mais novo.


Mas na era da tecnologia, como podemos evitar isso? AutoShow/Divulgação

Mas como evitar isso? O R7-Autos Carros preparou um guia simplificado com informações importantes que podem ajudar na seleção de um carro usado.

Laudo cautelar só é confiável quando feito por você: desconfie se o vendedor não aceitar uma segunda inspeção independente Freepik/Divulgação

1. Laudo cautelar: faça você mesmo. O laudo cautelar é o primeiro instrumento com validade jurídica que pode contar a história completa de um veículo. Quantos donos teve, sua quilometragem entre outras informações técnicas básicas.


Porém, é preciso ir com calma… Infelizmente muitas lojas e vendedores utilizam laudos falsificados, documentos antigos ou até mesmo conseguem algumas concessões de historiadores quanto ao histórico do carro.

O ideal levar o carro para um centro de inspeção veicular (e existem milhares espalhados pelo Brasil) e fazer o laudo por conta própria pedindo uma segunda opinião. Se a loja ou vendedor nao concordar com isso desconfie.


Teste o carro por pelo menos 20 minutos, em diferentes tipos de via, para identificar ruídos, falhas e sinais Freepik/Divulgação

2. Faça um teste mais longo com o veículo. Na hora de fazer um teste Drive, evite rodar tampouco com um carro. Sugira colocar um pouco de combustível e rodar por uma avenida, alguma rua esburacada e alguma via de alta velocidade.

Dirigir com o carro por pelo −20 minutos ajudará a entender um pouco mais sobre ele. Descobrir barulhos, rangidos, luzes de alerta acesa e outros sinais de desgaste.


Observe o interior: desgaste excessivo ou peças novas demais podem indicar uso intenso Freepik/Divulgação

3. Analise a parte interna do veículo. Faça uma verificação cuidadosa do estado de itens como volante, manopla de câmbio, ajuste de altura do banco, cinto de segurança e também tapetes e carpetes.

Fique atento aos itens que parecem trocados recentemente como borrachas novas, forrações de porta e outros acabamentos são um sinal negativo.

Na parte externa, desconfie de pintura recente ou reparos na carroceria Freepik/Divulgação

4. Na parte externa do carro tenha atenção com o estado da carroceria. Fique atento a sinais de reforma recente e batidas ou pintura recém feita.

5. Lembre-se de um detalhe importante: um veículo roda entre 10.000 e 15.000 km por ano.veículos de frota, que pertenceram a locadoras ou empresas poderão rodar bem mais do que isso. Veículos usados por motoristas de aplicativo podem rodar mais de 50.000 km por ano.

Use a quilometragem anual como referência: carros comuns rodam de 10 a 15 mil km por ano, e números muito abaixo disso merecem desconfiança Freepik/Divulgação

Portanto, além de recorrer ao histórico veicular para descobrir quantos donos o veículo teve, é preciso considerar esse fato. Assim, um veículo com 10 anos de uso não poderá ter rodado menos de 100.000 km.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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