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Carros a gasolina ficam abaixo de 50% das vendas mundiais pela primeira vez

Levantamento da Mobility Global, divulgado pelo Nikkei, aponta participação de 49% no primeiro semestre de 2026, com avanço de híbridos e elétricos

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os carros exclusivamente a gasolina representaram 49% das vendas mundiais no primeiro semestre de 2026, marcando a primeira vez que ficaram abaixo de 50%.
  • Houve uma queda de 10% nas vendas de carros a gasolina em comparação ao ano anterior, enquanto elétricos e híbridos cresceram em participação.
  • Carros totalmente elétricos alcançaram 17% do mercado, e híbridos convencionais chegaram a 18%.
  • A transição para veículos eletrificados ocorre em ritmos diferentes globalmente, com quedas significativas nas vendas de carros a gasolina na China e Europa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Honda City Touring hatch 2027 Marcos Camargo Jr. 02.10.2026

Os carros movidos exclusivamente a gasolina perderam a maioria no mercado mundial de veículos novos. No primeiro semestre de 2026, esses modelos responderam por 49% das vendas, ficando abaixo da metade do total pela primeira vez, segundo análise de dados da consultoria Mobility Global divulgada pelo jornal japonês Nikkei.

O resultado marca uma mudança na composição do mercado, em que a eletrificação ocupa cada vez mais espaço.

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Entre janeiro e junho, foram comercializados 20,25 milhões de veículos exclusivamente a gasolina, queda de 10% sobre o mesmo período do ano passado. A participação recuou três pontos percentuais, passando de 52% para 49%.

O levantamento exclui alguns veículos de grande porte e considera as vendas no período, sem representar a composição da frota que já circula nas ruas.

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Volkswagen Tera rodando em rua de SP Volkswagen/Divulgação

A comparação com 2021 mostra a velocidade dessa transformação. Naquele ano, os modelos exclusivamente a gasolina concentravam 73% das vendas globais. Agora, com 49%, a categoria acumula perda de 24 pontos percentuais de participação.

O motor convencional continua relevante, mas divide a preferência do consumidor com um número crescente de alternativas eletrificadas.

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Fiat Argo Sem Nome 1.0 preto com faróis acesos e visto de lado Fiat/Divulgação

Os híbridos, porém, ficam separados dos carros exclusivamente a gasolina, mesmo quando usam esse combustível. Assim, a queda abaixo dos 50% não significa que a maioria dos veículos novos vendidos no mundo já dispense o abastecimento.

Os modelos totalmente elétricos somaram 6,87 milhões de unidades no primeiro semestre, crescimento de 12% na comparação anual, e alcançaram 17% do mercado.

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Já os híbridos convencionais, que não precisam de recarga externa, chegaram a 7,27 milhões de unidades, avanço de 10%, com participação de 18%. Outras configurações, como os híbridos plug-in e os veículos a diesel, completam o mercado.

A perda de espaço dos modelos exclusivamente a gasolina também ocorre em ritmos diferentes. Segundo a repercussão do levantamento do Nikkei, as vendas dessa categoria caíram 26% na China e 13% na Europa. São resultados que ajudam a explicar o recuo mundial, mas também mostram que a transição não acontece de maneira uniforme entre os mercados.

No Brasil, a participação de modelos eletrificados está em torno de 22,9%, considerando elétricos, híbridos e híbridos leves. Neste ano, 389.304 veículos eletrificados foram emplacados, praticamente o mesmo número acumulado nos últimos dois anos em apenas um semestre.

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