Carros elétricos reduziram consumo de petróleo em 2,3 milhões de barris por dia, diz estudo
BlooombergNEF destaca uso de novas tecnologias para a mobilidade

O avanço dos veículos eletrificados já começa a produzir efeitos concretos no consumo global de combustíveis fósseis. Um novo levantamento da BloombergNEF (BNEF) aponta que os carros elétricos evitaram o consumo de aproximadamente 2,3 milhões de barris de petróleo por dia em 2025, consolidando o impacto direto da eletrificação no setor de transportes — historicamente um dos maiores responsáveis pela demanda global por derivados de petróleo.

Se no Brasil a adoção de elétricos é mais lenta com 5% das vendas e 15% de modelos eletrificados, em países da Europa as vendas já chegaram a 20% em alguns países e na Ásia esse número é bem mais alto.

O dado reforça uma mudança estrutural em curso na mobilidade mundial. Segundo o estudo, o crescimento acelerado da frota de veículos elétricos — incluindo modelos 100% elétricos (BEVs) e híbridos plug-in (PHEVs) — tem reduzido de forma consistente a dependência de combustíveis como gasolina e diesel, especialmente em mercados como China, Europa e, mais recentemente, Estados Unidos.

Na prática, o volume de petróleo que deixou de ser consumido em 2025 equivale a mais do que a produção diária de alguns países exportadores relevantes, evidenciando o peso que a eletrificação já exerce sobre a indústria de energia. Para efeito de comparação, esse nível de redução seria impensável há uma década, quando os veículos elétricos ainda representavam uma fatia marginal do mercado global.

A BloombergNEF também destaca que esse movimento tende a se intensificar nos próximos anos. A expectativa é que o crescimento das vendas de elétricos continue em ritmo acelerado, impulsionado por políticas públicas de descarbonização, metas de emissões mais rígidas e avanços tecnológicos em baterias, que ampliam autonomia e reduzem custos.

Outro ponto relevante do estudo é que o impacto dos elétricos vai além da simples substituição de veículos a combustão. Há uma mudança no perfil energético do transporte, com maior integração a fontes renováveis e novas soluções de armazenamento, como baterias estacionárias e sistemas de recarga inteligente — tendência que começa a ganhar força inclusive em países emergentes.
Estrutura é importante
Apesar do avanço, o relatório aponta que a transição energética ainda enfrenta desafios importantes. A infraestrutura de recarga, a disponibilidade de matérias-primas para baterias e a necessidade de expansão das redes elétricas seguem como pontos críticos para sustentar o crescimento da eletrificação em escala global.

A Bloomberg destaca que alguns países ainda usam fontes “sujas” de energia como na Europa por exemplo. No Brasil, embora a participação dos elétricos ainda seja menor em relação aos principais mercados, o movimento já é perceptível. O aumento da oferta de modelos, a entrada de novas marcas — especialmente chinesas — e a queda gradual nos preços têm impulsionado a adoção. Além disso, iniciativas de instalação de carregadores rápidos e incentivos regionais começam a criar um ambiente mais favorável para a expansão da tecnologia.
O levantamento da BloombergNEF destaca que a eletrificação deixou de ser uma tendência futura para se tornar um fator ativo na redefinição da matriz energética global.
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