Citroën Basalt Shine 2026: teste com o SUV turbo automático mais barato do Brasil
Terceiro e último veículo do projeto C-Cubed é simples mas bem equipado e custa pouco permitindo concessões
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Citroën Basalt chegou em 2024 e se consolidou como o carro da marca mais vendido do país. As versões turbinadas e automáticas combinadas com o motor turbo, oferecem custo benefício, mas não abrem mão da receita de extrema simplicidade a bordo.
Agora mais maduro, na linha 2026, o Basalt que recebeu melhorias no acabamento interno e equipamentos novos como o ar-condicionado digital passam por um novo teste do R7-Autos Carros.

Para o contato um pouco mais longo, rodamos com o carro por cerca de 400 km entre estradas, avenidas e as congestionadas ruas na capital paulista.
O destaque está na proposta mista com traseira mais alongada, a tampa do porta-malas de cera em uma só peça e no restante, é mais um integrante da família do Citroën C3.

Com porta-malas grande, dimensões generosas para um veículo considerado compacto, o basal também agrada ao volante.
Ele é feito para um tipo de cliente específico que aprecia itens como uma multimídia, ar-condicionado digital com botões, volante com revestimento em couro, câmera de ré e câmbio automático.
Estilo chama a atenção
O Basalt não é um carro de linhas tão arrojadas, mas neste primeiro momento chama a atenção. O estilo cupê remete ao Fastback da Fiat que é um sucesso de vendas. As lanternas alongadas, a linha curta da tampa do porta-malas integrada ao vigia e o perfil altivo remetem ao SUV.

Seu ponto positivo é o espaço interno avantajado e porta-malas de 490 litros para atrair clientes de sedãs compactos ou de quem precisa de muito espaço para o dia a dia, por exemplo, motoristas de aplicativos e taxistas.
Poderia ao menos ter banco bipartido, muito útil nesse tipo de veículo, mas que no Basalt ficou de fora e para aproveitar todo esse latifúndio seria um item desejado.

Por dentro não há forrações, tecido nem capricho algum no acabamento. Tudo é simples e nessa versão há apenas um apoio de braço central que é estreito.
No painel há apenas uma mudança de revestimento, mas o plástico predomina. Olhando o preço se entende o motivo.

Na linha 2026,1 revestimento de couro foi aplicado à meia altura no painel. A intenção é melhorar a percepção de qualidade e de fato isso ajuda.

O Basalt também não traz alertas de colisão e frenagem, alerta de saída de faixa e muito menos um controle de Cruzeiro adaptativo.
Fora isso, ele segue com quatro airbags, controles de tração e estabilidade e freios ABS obrigatórios.
Motor “da casa” vai bem no Basalt
A aceleração do motor T200 é ágil mostrando os 130cv e os 20kgfm de torque com velocidade. Com 1.191 kg e uma relação peso-potência de 9,16 kg/cv, bem próxima do ideal, o Basalt arranca com força em qualquer aceleração mais vigorosa.

Na cidade, o primeiro ponto que é possível perceber é a suspensão de longo curso, semelhante aos C3 e C3 Aircross com rodas aro 16, pneus bojudos e bom ângulo de ataque de 21º e 28º de saída, útil nas valetas e buracos.
Nesta situação é ainda melhor que o Fastback com seus pneus de aro fino. O carro tem sua agilidade, mas não fará milagre em altas rotações como todo turbo de 1 litro.

O espaço sem dúvida é seu ponto mais alto. O motorista dirige mais alto, mas não tanto quanto no C3 Aircross como se fosse em um sedã.
Porém, sem ajuste de altura do cinto e carroceria ampla com bancos mais baixos, um motorista de menor estatura não deve se encontrar bem ao volante.
A carroceria dos “C-Cubed” é ampla e graças ao entre-eixos é de 2,64 m, o acesso é fácil e o porta-malas grande com 490 litros, além dos 4,34 m de comprimento e 2,01 m de largura, o que o torna prático na hora de manobras.
Inclusive, a câmera de ré, que não tem uma resolução HD, visto que o crossover busca o custo-benefício.
Durante o teste conseguimos marcar um consumo de 9,3 km/l mesclando estrada e cidade com etanol, mas dessa vez não usamos gasolina.
Nesse ponto ainda iremos testar o carro com mais tempo para aferir o consumo de forma mais correta.
O Basalt é equipado com painel de instrumentos digital com bom grafismo, uso simplificado e também a multimídia de 10 polegadas com conexão com Android Auto e Apple CarPlay, que funciona bem e já é conhecida, pois está no C3 e C3 Aircross.
A linha C-Cubed é mesmo focada no custo benefício. A versão Shine turbo 200 custa R$ 113,9 mil e já tem uma lista interessante de itens de série.
Esse preço é cerca de R$ 25 mil mais barato que o Fiat Fastback, Pulse, e que boa parte dos SUVs compactos inclusive com esse motor vide Peugeot 2008 e C3 Aircross. Basta? Não.
O Basalt é bem mais barato que os sedãs compactos 1.0 turbo como HB20, Onix Plus e Virtus e por isso pode ser a hora do consumidor tradicional trocar essas opções por um carro de conceito novo, igualmente simples e até mais barato mesmo com seus poréns.
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