Como saber se o combustível do carro foi adulterado: veja os sinais
Carro falhando e alteração no consumo são comuns; veja o que fazer nestes casos

A partir de agosto, uma nova formulação da gasolina entrou em vigor e aumentou o percentual de etanol para 30%. Em que pese a redução de preços na medida em diversas pesquisas na ordem de 0,8%, denúncias mostram que a ocorrência de combustível adulterado vem crescendo no país. Em busca de um preço mais acessível, muitos motoristas abastecem em postos que usam combustível adulterado.

A ocorrência mais comum é a adição de mais etanol à gasolina. Nos carros flex o motorista só percebe a longo prazo pelo maior consumo, mas em modelos que são a gasolina o resultado é imediato.

No caso do etanol a adição de água também chama a atenção e diminui o rendimento, além de prejudicar a vida útil dos motores.
Como descobrir se o combustível colocado no carro tem sinais de adulteração
O primeiro sinal são falhas na aceleração. O veículo, que antes tinha acelerações uniformes, começa a falhar tanto em baixa quanto em alta rotação. Este é um sinal que a injeção eletrônica detectou e rapidamente mostra seus sinais ao motorista.

O segundo sinal é que o carro “morre” de forma inesperada. Isso se deve a uma falha na leitura do combustível que está no tanque, sendo mais um sinal claro de adulteração.

Alterações no consumo de combustível também são sinal de alteração. Conforme dito, durante a adulteração é comum se adicionar mais solventes ou mais etanol e no caso do combustível vegetal adicionar mais água na fórmula. Com uma gasolina fora da especificação, o consumo naturalmente aumenta, sendo mais um sinal.

O terceiro sinal são as luzes de alerta, geralmente de cor laranja no painel. Ela indica problemas no sistema de injeção de combustível, sendo mais um sinal claro de que há uma adulteração.
O que fazer no caso desses sinais? Quais são meus direitos de consumidor?
Mecânicos recomendam que o ideal seja parar de usar o veículo e não “queimar” o combustível. Utilizar o produto adulterado pode trazer graves danos ao motor do veículo. O ideal é levar a um mecânico de confiança.

Será preciso remover todo o combustível do tanque. Dessa forma ele também poderá ser analisado. Engana-se quem acha que o combustível adulterado só pode ser identificado em um teste de laboratório. Alterações de cor de cheiro já indicam e podem ser provas de que o produto está adulterado.
Guarde sempre a nota fiscal. Muitos consumidores esquecem especialmente quando pagam com o cartão e não pedem nem o canhoto que comprova a transação, muito menos a nota fiscal. Ela será importante para comprovar de forma documental que o cliente esteve no posto e que abasteceu o veículo.

Denuncie à ANP: Ligue para o número da ANP (0800 970 0267) ou acesse a página “Fale Conosco” no site da agência e faça a denúncia, informando o nome, endereço e CNPJ do posto, além da nota fiscal e do laudo do mecânico. Com a nota fiscal será mais fácil comprovar o problema.
Denuncie ao Procon: Registre uma reclamação no Procon da sua região. Ele é um órgão administrativo que pode auxiliar na busca por ressarcimento e na formalização de denúncias. Especialistas no tema não recomendam que o cliente volte ao posto de combustível e reclame da qualidade do produto. O ideal é juntar as informações, bem como a documentação e fazer uma reclamação formal nos órgãos oficiais.
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