Geely EX5 que vai ganhar versão híbrida no Brasil agora vem com bateria de alumínio
Com alumínio as novas baterias da Geely suportam maior temperatura menor ou maior

A Geely dá seus primeiros passos no Brasil e depois do EX2 e EX5 a marca anunciou na China uma novidade no sistema de baterias. Testes recentes indicam avanço no desempenho de novas químicas em temperaturas abaixo de –30 °C, cenário crítico para veículos elétricos. Com alumínio as novas baterias da Geely suportam maior temperatura menor ou maior.

Pesquisas conduzidas na China em 2026 colocaram novamente as baterias no centro da corrida tecnológica dos veículos elétricos. Dois estudos distintos apontam avanços relevantes no desempenho em temperaturas extremamente baixas, um dos principais desafios para a eletrificação em mercados de clima rigoroso.

Um dos destaques foi a avaliação de uma bateria à base de alumínio instalada em um Geely Galaxy E5, vendido por aqui como Geely EX5 EV. Em testes de campo na província de Heilongjiang, com temperaturas de até –25 °C, a bateria manteve mais de 92% de eficiência de descarga durante a condução urbana e conseguiu atingir 90% do estado de carga em cerca de 20 minutos sob frio intenso, sem necessidade de aquecimento adicional.

O SUV, que é oferecido por aqui, tem autonomia de 413 km no ciclo do Inmetro, 218 cv com 320 Nm de torque, faz de zero a 100 km/h em apenas 6,9 segundos e tem recarga de 20 minutos saindo de 30% até 80%, o que é o contrário dos testes feitos na China, que promete carregar o veículo por completo neste mesmo tempo e sem esquentar o sistema. No Brasil, a Geely vende o EX5 na versão Pro por R$ 205,8 mil e na configuração Max por R$ 225,8 mil.

De acordo com reportagem do site CarNewsChina, publicada em 11 de fevereiro deste ano, uma bateria de lítio em estado líquido-sólido foi testada em laboratório a –34 °C e conseguiu preservar cerca de 85% de sua capacidade nominal. O experimento foi conduzido pela Chinese Academy of Sciences - CAS, uma das principais instituições científicas do país asíatico.

Em paralelo, o Geely EX5 foi submetido a condições reais de uso em temperaturas negativas. Diferentemente do teste em ambiente controlado, essa avaliação buscou simular o comportamento do sistema em operação prática. Embora os experimentos tenham metodologias distintas, sendo um em laboratório e outro em situação real, ambos reforçam o esforço chinês para ampliar a viabilidade dos elétricos em regiões sujeitas a frio intenso, onde o desempenho das baterias tradicionais costuma ser severamente afetado.
Desafio abaixo de –20 °C
Baterias de íons de lítio convencionais sofrem redução significativa de capacidade quando operam abaixo de –20 °C, o que compromete autonomia, eficiência de recarga e até a dirigibilidade do veículo. Esse é um dos principais entraves para a expansão dos elétricos em mercados com invernos rigorosos como o norte da China, Rússia, Japão, Europa e Canadá, este último país aprovou recentemente a ida de carros chineses para lá.

Nesse contexto, a indústria chinesa vem acelerando pesquisas em novas químicas, incluindo baterias à base de alumínio, soluções com sódio e protótipos de estado sólido. O objetivo é garantir maior estabilidade térmica e menor perda de desempenho em ambientes de frio extremo.
A bateria com composição à base de alumínio também foi mencionada em pedidos de conversão de patentes no país e aparece como candidata potencial para aplicações em sistemas de armazenamento de energia para redes inteligentes, chamadas de smart grids.
Apesar dos resultados promissores, especialistas apontam que ainda são necessárias etapas adicionais de testes, validação e integração aos sistemas veiculares antes que essas tecnologias estejam prontas para adoção em larga escala na produção automotiva.
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