Líder da GWM diz que chinesas cresceram, mas estão “bem atrás” das marcas ocidentais
Wei Jianjun reconhece avanços e alerta sobre guerra interna de preços na China

A indústria automobilística chinesa segue em expansão após ter vendido 34,5 milhões de unidades em 2025. Mas ainda existe um “grande hiato” em relação às líderes globais tradicionais, segundo avaliação de Wei Jianjun, presidente da Great Wall Motor — uma das maiores fabricantes de SUVs e picapes da China.
Em uma reunião anual com os funcionários da GWM ocorrida há poucos dias, Wei destacou que, apesar do crescimento robusto de produção e exportações nos últimos anos, as montadoras chinesas ainda não alcançaram a maturidade tecnológica e de manufatura de rivais estabelecidos da Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos.

Na avaliação de Wei, a presença global das marcas chinesas cresceu consideravelmente, mas há riscos associados à competitividade real frente a nomes tradicionalmente fortes em engenharia automotiva. Ele citou a necessidade de aprendizado contínuo com mercados mais maduros, enfatizando que empresas locais têm que reconhecer suas limitações e buscar melhorias internas em qualidade e tecnologia.

Como exemplo de gestão de qualidade e confiança do consumidor, o executivo mencionou a Toyota, usando o histórico da marca japonesa em lidar com recalls como um modelo de como fabricantes devem encarar falhas de produto de maneira transparente e proativa — estratégia que, segundo ele, ajuda a manter a confiança do usuário mesmo diante de problemas técnicos.

O presidente da GWM também chamou atenção para certas práticas de mercado doméstico que podem comprometer a competitividade a longo prazo. Entre elas, advertiu sobre a guerra de preços interna, caracterizada por descontos agressivos e redução de margens que, sem sólida base operacional e controle de qualidade, podem gerar fragilidades à medida que marcas chinesas buscam participação internacional mais ampla.
Crescimento da GWM em números
Apesar de desafios, os números da GWM em 2025 mostram uma presença significativa. A empresa reportou 1,3237 milhão de veículos vendidos globalmente no ano, com cerca de 403,7 mil unidades de veículos de nova energia (NEVs) e 506,1 mil unidades exportadas para mercados externos. A receita anual alcançou o equivalente a US$ 30,77 bilhões, cerca de R$ 164 bilhões, com lucro líquido de US$ 1,37 bilhão, cerca de R$ 7,3 bilhões.
Esses dados refletem uma tendência maior do setor automotivo chinês, que vem se consolidando como uma potência global: em 2025, a produção total do país bateu novo recorde, com 34 milhões de unidades e recordes de exportação.
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