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GWM ataca elétricos com extensor de autonomia e critica caminho adotado por rivais

Montadora chinesa chama EREV de “atalho preguiçoso” enquanto tecnologia ganha escala na China com marcas como Leapmotor e Li Auto

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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GWM ataca elétricos com extensor de autonomia e critica caminho adotado por rivais GWM/Divulgação

A Great Wall Motors (GWM) adotou um discurso direto contra os carros elétricos com extensor de autonomia (EREV), ao classificar essa solução como um “atalho preguiçoso de engenharia”. Para a montadora chinesa, o uso de um motor a combustão apenas como gerador elétrico compromete a eficiência do conjunto e atrasa a evolução dos veículos 100% elétricos.

GWM ataca elétricos com extensor de autonomia e critica caminho adotado por rivais GWM/Divulgação

A crítica surge em um momento de forte crescimento dessa tecnologia no mercado chinês. O posicionamento foi divulgado durante um evento de tecnologia da GWM onde a marca apresentou a plataforma One sobre a qual serão feitos alguns produtos da marca.

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Os EREVs mais vendidos da China em 2025

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Apesar da posição da GWM, os elétricos com extensor de autonomia ocupam espaço relevante no ranking chinês. Entre os principais destaques estão:

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• Li Auto L7, L8 e L9 – líderes do segmento EREV, com volumes anuais elevados e foco em SUVs familiares

• Aito M7 – SUV médio com grande autonomia combinada e foco em tecnologia embarcada

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• Leapmotor C11 e C10 – modelos de alto volume no segmento intermediário, com posicionamento competitivo de preço. O C10 é vendido no Brasil enquanto a Leapmotor que tem parceria com a Stellantis planeja estender sua atuação com os modelos B10 entre outros.

GWM ataca elétricos com extensor de autonomia e critica caminho adotado por rivais GWM/Divulgação

Esses veículos operam prioritariamente em modo elétrico, mas utilizam o motor a combustão para gerar energia quando a bateria se esgota, permitindo autonomias totais que superam 1.000 km nos ciclos chineses.

GWM ataca elétricos com extensor de autonomia e critica caminho adotado por rivais GWM/Divulgação

Stellantis é um dos alvos da crítica

A fala da GWM atinge de forma indireta grupos globais como a Stellantis, que passou a defender soluções intermediárias na transição energética. O conglomerado controla a Leapmotor mas também marcas como Jeep e RAM e já declarou que EREVs, híbridos e PHEVs são tecnologias adequadas para mercados com infraestrutura de recarga limitada ou perfis de uso mais amplos.

Enquanto a GWM sustenta que essa arquitetura adiciona peso, custo e perdas energéticas, a Stellantis vê o extensor de autonomia como uma ferramenta pragmática para acelerar a eletrificação sem depender exclusivamente da expansão da rede de carregamento.

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