Peugeot troca correia banhada a óleo por corrente no novo motor 1.2 turbo europeu
Stellantis anuncia mudanças após recall e campanhas de manutenção

A Peugeot, marca do grupo Stellantis, iniciou na Europa uma mudança importante em sua linha de motores ao apresentar a nova geração do propulsor 1.2 turbo. Batizado de Turbo 100 (T100), o conjunto abandona a correia banhada a óleo e passa a utilizar corrente de comando — solução mais tradicional e associada a maior durabilidade. Assim como no Brasil, a falta de lubrificação adequada rendeu dor de cabeça aos proprietários de veículos com motor 1.2 Puretech que equipa modelos Citroën e Peugeot.
A nova motorização estreia inicialmente no Peugeot 208 europeu e, na sequência, será aplicada também ao Peugeot 2008.
Nova base substitui os antigos PureTech
O novo 1.2 turbo de três cilindros chega para substituir os conhecidos motores da família PureTech no mercado europeu. A mudança vai além da correia: segundo a marca, cerca de 70% dos componentes são novos, indicando uma reengenharia profunda do conjunto.

A adoção da corrente de comando é um dos pontos centrais dessa atualização, reduzindo a necessidade de manutenção periódica e aumentando a robustez do sistema de sincronização.
Mais eficiência com ciclo Miller e turbo otimizado
O motor também recebeu avanços técnicos relevantes com foco em eficiência energética e desempenho: aplicação do ciclo Miller, que melhora o rendimento térmico, novo sistema de comando de válvulas, com menor atrito intern, Turbocompressor de geometria variável, que melhora respostas em baixa rotação e atualização no bloco e no sistema de injeção
Desempenho equilibrado
Em números, o novo motor entrega 100 cv a 5.500 rpm e 205 Nm de torque a partir de 1.750 rpm. Os dados indicam foco em uso urbano e eficiência, sem abrir mão de respostas consistentes em baixas rotações — característica importante para modelos compactos.
Histórico no Brasil e mudança de abordagem
No Brasil, versões anteriores do motor 1.2 turbo foram utilizadas em modelos como o Peugeot 208 e o Citroën C3, ainda antes da reestruturação da marca sob a Stellantis.
O sistema de correia banhada a óleo, inclusive, já foi amplamente debatido no mercado de reparação por conta dos custos e da complexidade de manutenção — tema recorrente em análises técnicas e conteúdos especializados do setor.
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