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Prejuízo histórico: General Motors registra R$ 38 bi em encargos após recuo nos carros elétricos

GM admite erros com eletrificação e quer corrigir rota em 2026

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Chevrolet Bolt Chevrolet/Divulgação

A General Motors (GM) anunciou resultados financeiros marcados por uma baixa contábil extraordinária que deverá impactar em cerca de R$ 38 bilhões o balanço do último trimestre — um dos maiores prejuízos isolados da história recente da empresa, intensamente ligado à sua retração no segmento de carros elétricos.

Chevrolet Bolt RS Chevrolet/Divulgação

Em 2025 a CEO Mary Barra admitiu algumas estratégias equivocadas. A GM já recuou em projetos de carros elétricos nos Estados Unidos, decidiu fazer um facelift no Bolt que estava fora de linha, reduziu as versões elétricas de Silverado entre outras ações.

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Chevrolet Bolt Chevrolet/Divulgação

Segundo documentos oficiais apresentados pela fabricante, cerca de R$ 32 bilhões desse montante correspondem a ajustes e cancelamentos de projetos relacionados à eletrificação, diretamente influenciados por um cenário regulatório e político mais desfavorável nos Estados Unidos. Outros R$ 5,9 bilhões estão associados a reestruturações na operação chinesa da companhia, incluindo custos com joint ventures e provisões legais.

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Cenário político e impacto no mercado elétrico

Nos últimos anos, a GM vinha intensificando seus investimentos em veículos elétricos (EVs) como parte de um compromisso ambicioso de eliminar gradualmente os modelos movidos a combustão até 2035. Esse movimento foi impulsionado por políticas ambientais rigorosas e incentivos fiscais adotados durante o governo anterior dos EUA.

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Fábrica GM - Estados Unidos GM/Divulgação

No entanto, com a mudança de governo com Donald Trump e a reversão de incentivos como créditos fiscais para compradores de EVs, a demanda nos Estados Unidos desacelerou significativamente a partir de 2025. A retirada de subsídios e a flexibilização das normas de emissões reduziram o apelo comercial dos veículos elétricos, levando as vendas no segmento a caírem de forma acentuada.

Fábrica GM - Estados Unidos GM/Divulgação

Esse movimento não é isolado. Montadoras concorrentes, como a Ford, também anunciaram baixas contábeis bilionárias ligadas ao recalibramento de suas estratégias de eletrificação, evidenciando uma tendência mais ampla de ajuste no setor automotivo.

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A desaceleração dos elétricos e baixa contábil

Relatórios de mercado indicam que a GM já havia registrado um prejuízo relacionado aos carros elétricos no trimestre anterior, na casa dos R$ 8,6 bilhões, sinalizando dificuldades desde o fim do impulso regulatório anterior.

Fábrica GM - Estados Unidos GM/Divulgação

Nos Estados Unidos, a montadora também está registrando baixas contábeis em dólar. Em um relatório recente, a GM comunicou uma baixa de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 32 bi) ligada à revisão de seus planos de produção de EVs, cancelamentos de contratos e ajustes na cadeia de suprimentos — além de outros US$ 1,1 bilhão referentes à reestruturação na China.

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Analistas apontam que parte dessas baixas não representa necessariamente prejuízo operacional direto sobre as vendas, mas sim ajustes contábeis relacionados à redução de capacidades e investimentos que deixaram de ser considerados viáveis diante do novo cenário econômico e regulatório.

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