Autos Carros R7 andou 1,5 mil quilômetros com o novo Ford Territory

R7 andou 1,5 mil quilômetros com o novo Ford Territory

SUV tem a difícil missão de superar Jeep Compass em número de vendas; conheça em detalhes a novidade da Ford

Rodamos com o carro por mais de 1,5 mil quilômetros

Rodamos com o carro por mais de 1,5 mil quilômetros

Guilherme Magna


Quando ainda estava em pré-venda, no início de agosto de 2020, o R7 Autos Carros teve o primeiro contato com o Territory. Porém, agora rodamos com o SUV por mais de 1,5 mil quilômetros e pudemos ver na prática o Crossover em uso real enfrentando trânsito e longos trechos de estrada. Confira nessa avaliação.

O Ford Territory ainda chama atenção por onde passa. O SUV é baseado no Yusheng S330

O Ford Territory ainda chama atenção por onde passa. O SUV é baseado no Yusheng S330

Guilherme Magna

O Ford Territory ainda chama atenção por onde passa. O SUV que é baseado no Yusheng S330 tem visual elegante e linhas que deixam o carro mais parrudo. A grade é pintada na cor preto brilhante e todo o conjunto óptico é em LED. A parte traseira tem uma barra cromada que liga uma lanterna a outra. Na prática o visual é mais sofisticado que o modelo chinês que lhe dá origem.

O Territory é comercializado no Brasil em duas versões; SEL (versão avaliada pelo R7 Autos Carros) e a topo de linha Titanium.

O Territory é comercializado no Brasil em duas versões; SEL (versão avaliada pelo R7 Autos Carros) e a topo de linha Titanium.

Guilherme Magna

O Territory é comercializado no Brasil em duas versões; SEL (versão avaliada pelo R7 Autos Carros) e a topo de linha Titanium. Em termos de medidas, o modelo da Ford tem 4,58m de comprimento. 1,93m de largura, 1,67m de altura e tem 2,71m de entre-eixos e se enquadra na linha de SUVs médios, que tem o Jeep Compass como carro mais vendido mas também o Chevrolet Equinox que tem motorização semelhante (1.5 turbo) além do Peugeot 3008 e Caoa-Chery Tiggo 7.

Potencial para brigar com o SUV mais vendido da Jeep o Territory tem de sobra.

Potencial para brigar com o SUV mais vendido da Jeep o Territory tem de sobra.

Guilherme Magna

Potencial para brigar com o SUV mais vendido da Jeep o Territory tem de sobra. Itens como motorização turbinada, que seu rival ainda não tem, espaço interno e conforto acima da média, além de teto solar panorâmico de série é alto nível de conectividade se destacam e tentam justificar o alto preço (a partir de R$ 179.900).

O teto solar panorâmico é de série

O teto solar panorâmico é de série

Guilherme Magna

Sob o capô a Ford equipou o Territory com motor 1.5 turbo de 150cv com 22,9kgfm de torque (entre 1.500 e 4.000rpm) associado a um câmbio CVT que simula oito marchas.

Dia a dia

Quem optar pela compra de um Territory vai ter diariamente um conforto que chega a impressionar. Os bancos são largos e em couro desde a versão de entrada e o nível de conforto é elevado. O console central também é largo e lembra bastante os padrões dos modelos americanos, mesmo sendo um projeto chinês. Diferente da versão Titanium, o interior da versão SEL não é claro mas traz um bom nível de acabamento com soft touch no painel e botões feitos com plástico de alta qualidade que imitam metal frio.

Quem optar pela compra de um Territory vai ter diariamente um conforto que chega a impressionar

Quem optar pela compra de um Territory vai ter diariamente um conforto que chega a impressionar

Guilherme Magna

Ao ligar o Territory o motor 1.5 turbo é silencioso, na saída a conversa entre o câmbio e o motor é perfeita. Porém em declives o efeito de freio motor incomoda um pouco. O mesmo se pode dizer em trechos de estrada com exigência do propulsor turbinado. O câmbio parece segurar em parte o desempenho e limitando o ganho de velocidade mas isso só se o motorista for mais exigente pois para o uso familiar o Territory cumpre bem seu papel.

No dia a dia a suspensão indepedente do tipo McPherson na dianteira e Multilink na traseira trabalham levando conforto para a cabine mostrando que foi bem tropicalizada para o mercado brasileiro. Apesar da origem chinesa ele é macio nas respostas sem deixar de ser preciso. O SUV ainda conta com controle de estabilidade e tração, seis airbags e freios a disco nas quatro rodas.

Um ponto negativo do Territory é o espaço de porta-malas com apenas 348 litros

Um ponto negativo do Territory é o espaço de porta-malas com apenas 348 litros

Divulgação

Um ponto negativo do Territory é o espaço de porta-malas com apenas 348 litros: uma viagem em família pode ser um pouco mais complicada conforme a demanda dos passageiros.

Como já citamos na matéria a relação motor e câmbio é satisfatória (especialmente na cidade), porém o consumo deixa a desejar. O Territory é abastecido somente com gasolina e registramos dentro da cidade uma média de 6,1km/l; já na estrada a média ficou em torno de 8,6km/l durante os mais de 1,5 mil quilômetros rodados.

Por fim, além do acabamento e conforto acima da média, um ponto positivo é a nova multimídia SYNC Touch

Por fim, além do acabamento e conforto acima da média, um ponto positivo é a nova multimídia SYNC Touch

Divulgação

Por fim, além do acabamento e conforto acima da média, um ponto positivo é a nova multimídia SYNC Touch com tela multifuncional de 10 polegadas e interface dividida em quatro quadrantes personalizável. Tem conectividade sem fio e sistemas Android Auto e Apple CarPlay onde também funciona sem qualquer conexão física, blutetooth e seis alto falantes.

Em resumo, o Territory é um forte competidor do mercado de SUVs médios. Porém esbarra em dois fatores: alto preço e desempenho que deixa a desejar em uma condução mais esportiva. Tem como ponto a favor o efeito novidade e itens que outros concorrentes ainda não tem. Atualmente a versão SEL tem preço de R$ 179.990 e a Titanium R$ 187.990.

*Por Guilherme Magna

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