Reestruturação Global da Volkswagen: grupo quer economizar R$ 6 bilhões em cinco anos
Demissões e reduções no quadro de executivos estão nos planos da companhia para se tornar mais competitiva

A Volkswagen AG — um dos maiores grupos automotivos do mundo — anunciou nesta semana uma das reorganizações corporativas mais profundas dos últimos anos. O objetivo é reduzir custos, simplificar estruturas de gestão e consolidar competitividade global.

A Volkswagen tomou essa decisão em um anúncio feito nesta semana diante da desaceleração das vendas do mercado europeu, pressão de concorrentes chineses onde a própria marca está em dificuldades e desafios na transição para veículos elétricos.

Enquanto a VW enfrenta cortes e reestruturações em sua matriz global, no Brasil a marca mantém uma posição sólida, com produtos como T-Cross, Tera e Polo Track desempenhando papel importante nas vendas e liderança em segmentos estratégicos — um contraste que reflete dinâmicas regionais específicas.
Medidas para economizar
Nesta nova fase de reestruturação global, a Volkswagen anunciou medidas para simplificar a administração e reduzir custos operacionais. A primeira é a redução do número de diretores no grupo principal de 29 para 19 executivos até o meio do ano na Europa. Outra medida é a centralização de funções de desenvolvimento, compras e produção na sede em Wolfsburg, Alemanha.

Também será feita a reorganização da gestão das fábricas globais em cinco regiões de produção, com gerentes regionais tendo mais autonomia e responsabilidade estratégica. Essas mudanças fazem parte de um plano de economia de cerca de €1 bilhão (aproximadamente R$ 6 bilhões) até 2030, com foco em eficiência e redução de burocracia.

Complementando a reestruturação administrativa, a Volkswagen já vem avançando em um programa de redução de custos e pessoal na Alemanha, incluindo acordos com sindicatos para a saída voluntária de empregados e cortes de até 35.000 postos de trabalho até 2030 — parte de uma estratégia para adaptar a capacidade industrial ao novo ritmo de demanda do setor automotivo.

Além disso, cerca de 25.000 trabalhadores assinaram acordos de aposentadoria parcial ou demissão como parte dessa transição. Enquanto enfrenta desafios e reestruturação global, a Volkswagen no Brasil apresenta um contexto comercial positivo, impulsionado principalmente pelos seus SUVs e modelos populares.
O T-Cross teve 92 mil unidades vendidas em 2025, o Tera lançado comercialmente no meio do ano teve 48 mil unidades entregues e o Polo Track foi o carro de passeio mais vendido com 122 mil unidades vendidas.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp












