Renault Kwid e Fiat Mobi são os “novos” populares de R$ 60 mil: veja
Novo visual de um lado, motor recalibrado do outro; saiba as diferenças entre os dois subcompactos que tem preço mais acessível no mercado de modelos zero quilômetro no país
Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

Nem só de SUVs vive o mercado automotivo brasileiro. A Renault apresentou na última semana o novo Kwid 2023 com visual reformulado e alguns ajustes que deixaram o pequenino ainda mais equipado. Como concorrente direto da novidade está o Fiat Mobi, que no início deste ano ganhou uma recalibração no motor e agora está mais econômico (e menos potente). Em suas respectivas versões de entrada os modelos custam R$ 60 mil (R$ 59,8 no Kwid e R$ 61 mil no Mobi para sermos exatos) e o R7 -Autos Carros listou as principais diferenças entre os dois. Vamos analisar:

Preços bem próximos
Um pouco antes de encerrarmos 2021, Renault Kwid Life e Fiat Mobi Easy saíram de linha, devido à baixa procura e a falta do kit dignidade, composto por: ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas e sistema de som. Os dois modelos não tinham controle de tração e estabilidade que passaram a ser obrigatórios a partir de janeiro de 2022. Com isso, Fiat Mobi parte de R$ 60.990 na versão Like, enquanto o Renault Kwid começa em R$ 59.890 na versão Zen.

Kwid e Mobi são equipados somente com motores 1.0 aspirados e flex. As principais diferenças entre elas estão na concepção. Enquanto a Renault desenvolveu um motor três cilindros “SCe” para o seu modelo, fruto de um projeto mais recente, a Fiat trabalha com o antigo propulsor Fire EVO de quatro cilindros lançado há 20 anos no Fiat Palio.
Motores diferentes e preços parecidos
Os números de potência, torque e consumo também foram alterados com a chegada do ano novo e do PROCONVE7. O Kwid entrega até 71 cv e 10 kgfm de torque com etanol, 1cv a mais que sua versão anterior. Já o compacto da Fiat perdeu 1cv, indo de 75 cv e 9,9 kgfm para 74 cv e 9,7 kgfm na linha 2022. Com peso em torno de 800kg nos dois modelos, nas unidades já testadas pelo R7-Autos Carros, a vantagem de desempenho está com o Kwid que é mais ágil enquanto o motor do Mobi vibra menos por conta do motor quatro cilindros.

Outra semelhança é que os dois modelos perderam o tanquinho de partida a frio em 2022, mas o Kwid ainda sai na frente por ter start-stop como item de série.

Qual é o mais equipado?
No quesito equipamentos, os dois apresentam os mesmos itens, com destaque para o Renault que tem direção elétrica, enquanto o Mobi ainda usa direção hidráulica. No resto, ambos são equipados com sistema de som com MP3 e Bluetooth, vidros elétricos dianteiros, monitoramento de pressão dos pneus, airbags duplos e ar-condicionado.

Na linha 2022 os dois tem controle de tração e estabilidade como item de série, alem de freios ABS mas o Mobi tem dois airbags enquanto o Renault vem com quatro bolsas infláveis.

Os dois carros tem o mesmo perfil: o Mobi tem 3,57m de comprimento, enquanto o Kwid é um pouco maior com 3,68m. Em relação a altura o modelo da Fiat tem 1,49m enquanto o Renault tem 1,48m servindo bem para uso urbano e eventualmente rodoviário em velocidades mais baixas.
Vale dizer que nenhum dos dois é mesmo apropriado para viagens especialmente as mais longas. Os motores limitados permitem apenas deslocamentos de curtas distâncias e ultrapassagem não é assunto para nenhum dos dois.

O consumo é bem parecido entre ambos. Segundo a Renault o consumo na cidade do compacto com etanol é de 10,8km/l, enquanto na estrada o número sobe para 11km/l. No caso do Fiat Mobi o consumo é de 9,2km/l na cidade e 10,2km/l na estrada com com combustível vegetal. Já com gasolina o Fiat percorre 13,5km/litro na cidade e na estrada chega a 15km/litro. Já o Renault faz na cidade 15,3km/litro enquanto em trechos rodoviários chega a 15,7km/litro.

Análise: em tempos onde um carro novo custa a partir de R$ 60 mil conseguimos entender o porquê dos modelos usados serem tão procurados. Mas quem quer confiança terá à disposição duas opções interessantes sendo que o Kwid parece lidar melhor com um projeto mais atual alinhado a proposta de carro básico. O Mobi também é competitivo e mais tradicional na concepção com projeto novo mas motor antigo. No universo dos carros cada vez mais caros do Brasil, os dois ocupam a primeira posição entre os automóveis que ainda são espartanos mas seguem as normas cada vez mais restritas de emissão e exigência de itens de segurança.
*com a colaboração de Guilherme Magna













