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Teste com a Ranger Raptor: como é usar gasolina em tempos de diesel caro

Picape tailandesa tem motor V6 e suspensão bem diferente da Ranger “civil”, bebe muito mas entrega emoção e esportividade

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Ranger Raptor mostra que dá pra trocar o diesel caro por gasolina sem abrir mão de desempenho Marcos Camargo Jr 06.04.2026

A Ranger Raptor é mais do que uma versão de pretensa esportividade na linha da picape. Importada da Tailândia, não só a roupagem, mas também o desempenho com motorzão V6 de 397 cv que bebe gasolina.

Sua proposta está distante da Ranger a diesel com motor V6 mais manso em tempos em que o combustível está bem caro e pode ser até mais interessante ter uma utilitária a gasolina.


No cenário atual, abastecer com gasolina pode sair menos pesado que o diesel Marcos Camargo Jr 06.04.2026

Dessa vez, o R7-Autos Carros testou a Ranger Raptor em uma longa viagem de 2.300 km rumo ao Oeste do Paraná.

Compreensão das diferenças

A Ranger Raptor vai além dos adesivos e rodas esportivas. O conceito da picape é distinto da versão Limited. Seu desenho apela para o perfil esportivo e off-road, em que a grade se diferencia pela grafia.


O gancho é item de série, há molduras de para-lamas e rodas aro 17 com pneus 285/70 Continental Grabber de uso off-road. Estes itens não fazem parte das versões “civis” da Ranger.

Com suspensão exclusiva e amortecedores Fox, a Ranger Raptor prioriza estabilidade em terrenos irregulares Ford/Divulgação

O interior também é diferenciado ao estilo “Raptor”, com revestimento preto e laranja, enquanto os bancos são exclusivos, com ajuste elétrico e apoio lateral.


Todo o revestimento dos bancos é feito em couro e suede, e o revestimento interno do teto e coluna é preto.

No painel há uma faixa laranja, bem como na forração das portas, diferenciando a Raptor das demais versões da Ranger. Os elementos visuais são os mesmos, mas “quadrados”, porém contrastantes com o laranja dos apliques.


Dimensões e ficha técnica da Ford Ranger Raptor

Na ficha técnica, a Ranger Raptor quase não muda, pois a base é a mesma da Ranger “civil”: são 5,36 m de comprimento (1 cm a mais que a Ranger por conta dos para-choques), entre-eixos iguais de 3,27 m, largura de 2,20 m (maior que os 2,01 m da versão comum por conta do conjunto de pneus), 1,92 m de altura e bitolas de 1,71 m, maiores que os 1,62 m das demais versões.

O interior da Ranger Raptor combina acabamento em couro, suede e detalhes em laranja Ford/Divulgação

A Ford reforçou o chassi e suporte de estepe, além de instalar chapas de proteção em aço para a parte inferior.

O curso da suspensão é 32% mais rígido na dianteira, que usa braços duplos e ligas de alumínio, e 18% na traseira, que usa molas helicoidais.

A capacidade de carga é mantida na Raptor, porém há novos acessórios, como os protetores Flexbed, tomada de 120 V, pontos de ancoragem de carga e tampa de acesso nas laterais. A suspensão usa amortecedores Fox Live Shocks de 2,5”.

Motor V6

Na Ranger Raptor, o motor é o 3.0 V6 bi-turbo GDI com 397 cv e 58,3 kgfm de torque a 3.500 rpm. Diferente das outras versões de 250 cv, o motor renovado tem controle eletrônico das válvulas de alívio da turbina.

O câmbio é o mesmo de 10 marchas, porém com relações reprogramadas na linha Raptor. A Ford fala em 0-100km/h em 5,8s o que faz da Raptor a pick-up mais rápida à venda no Brasil.

Consumo e desempenho

A Ford anuncia consumo entre 8,3 e 10,2 km/l e, saindo de São Paulo rumo a Foz do Iguaçu pelo Norte paulista e oeste paranaense, tiramos a prova.

O modelo traz recursos como faróis Matrix LED e sistema multimídia com tela de 12 polegadas Marcos Camargo Jr 06.04.2026

Mesmo com pneus mais largos e maior bitola, o que auxilia na estabilidade, a Ranger Raptor é bem estável no asfalto e pode render diversão em linha reta com seus 397 cv combinados com câmbio de dez marchas de trocas suaves.

Aliás, esse é o único ponto em comum com a mecânica da nova Ranger: o câmbio. Com muita potência extra, a Ranger convida o motorista a acelerar com maior confiança por conta da suspensão retrabalhada.

Estável e forte, a Ranger Raptor convida o motorista a se empolgar nas ultrapassagens com ronco que pode ser ajustado e que muda a percepção a bordo.

Fora do asfalto, os reforços de estrutura deixam a picape estável e apta para vencer qualquer desafio, além de encarar buracos e valetas com maestria.

A Ranger Raptor conta com modos exclusivos de condução, como o “baja”, feito para avançar em circuitos de areia ou duna, e também “rock/crawl” para terrenos com pedras de forma segura. Além deles, conta com os modos eletrônicos de condução com ajuste por botões na tela.

Entre os itens de segurança e comodidade, a Ranger Raptor tem faróis LED Matrix, som Bang&Olufsen com 8 falantes, luzes externas 360°, navegador off-road com controle de inclinação e sensores, painel digital de 12,4”, multimídia com tela de 12” e sistema Ford Sync 4 com conexão sem fio para celulares, assistente de pré-colisão, controle de Cruzeiro adaptativo com Stop&Go, assistente de frenagem e de cruzamentos, reconhecimento de placas de trânsito e total de 7 airbags.

No total, o consumo ficou em 8,7 km/l ao longo de três abastecimentos nessa viagem longa. Nada mal para uma picape de 397 cv.

Em custo de viagem, foi mais barato do que pagar R$ 8,50 pelo litro do diesel em tempos de conflito no Oriente Médio.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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