Jovem diz que ministro do STJ acusado de assédio a chamou de ‘muito bonita’ e forçou contato físico
O blog teve acesso ao depoimento da vítima, prestado no dia 14 de janeiro, na Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia, em São Paulo

O blog teve acesso ao depoimento prestado por uma jovem de 18 anos à 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia, em São Paulo, no dia 14 de janeiro, no qual ela relata ter sofrido uma abordagem com contato físico por parte do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Marco Buzzi.
Segundo o relato, durante um momento na praia, o ministro teria a convidado a entrar no mar, com a sugestão de caminhar até um ponto mais afastado da faixa de areia e longe onde estavam os pais da vítima. Ele teria elogiado a aparência da jovem, chamando-a de “muito bonita”.
Ainda conforme o depoimento, já em uma área descrita como fora do campo de visão das pessoas próximas ao guarda-sol, o ministro teria conduzido a jovem para uma parte mais funda do mar, segurado sua mão e, em seguida, puxado seu braço, pressionando o corpo contra o dela e mantendo contato físico. A vítima afirmou ter tentado se desvencilhar, mas relatou que o contato teria continuado.
No depoimento, a jovem explicou que sua mãe atua como advogada em tribunais superiores e mantinha relação profissional e de amizade com o ministro, circunstância que aproximou as famílias. Segundo o relato, elas viajaram juntas no dia 7 de janeiro para Balneário Camboriú (SC) e ficaram hospedadas na residência do magistrado.
A vítima declarou ainda que, após sair do mar, chorou e contou o ocorrido à mãe e, posteriormente, ao pai. No depoimento, afirmou enfrentar dificuldades para dormir, pesadelos recorrentes e acompanhamento psicológico e psiquiátrico desde o episódio.
Após a denúncia, o ministro Marco Buzzi constituiu defesa com três advogados, apresentou atestado médico e solicitou licença do cargo no STJ por, ao menos, dez dias.
A apuração criminal relacionada ao caso seguiu para o Supremo Tribunal Federal, instância responsável por conduzir procedimentos envolvendo ministros de tribunais superiores. O magistrado também deve responder nas esferas administrativa e disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no próprio STJ.
✅Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp












