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União Brasil vira única opção para Rodrigo Pacheco disputar governo de Minas Gerais

Senador avalia mudança de partido e condiciona candidatura à neutralidade da sigla na eleição presidencial de 2026

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Senador Rodrigo Pacheco considera o União Brasil como a única opção viável para disputar o governo de Minas Gerais em 2026.
  • Ele condiciona sua candidatura à neutralidade da sigla nas eleições presidenciais de 2026, permitindo apoio livre nas estaduais.
  • Pacheco tem conversado com Lula, que o vê como um forte candidato ao governo de Minas, um importante colégio eleitoral.
  • Além da disputa em Minas, Pacheco é cotado para uma futura indicação ao STF, que pode depender da relação com o presidente e do cenário eleitoral.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pacheco já descartou outras opções partidárias que vinham sendo discutidas nos últimos meses Andressa Anholete/Agência Senado-9.10.25

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado, passou a considerar o União Brasil como a única alternativa viável para disputar o governo de Minas Gerais em 2026. Nos bastidores, interlocutores do parlamentar afirmam que uma eventual candidatura dependeria diretamente de uma filiação à legenda.

A avaliação ocorre após o senador descartar outras opções partidárias que vinham sendo discutidas nos últimos meses, entre elas o MDB. A possibilidade de ingresso na sigla perdeu força depois que o partido consolidou o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo como pré-candidato ao governo mineiro - cenário que inviabilizaria a entrada de Pacheco na disputa pela legenda.


Diante desse quadro, aliados do senador passaram a tratar o União Brasil como o único caminho político possível para uma candidatura em Minas.

Mesmo assim, a eventual filiação viria acompanhada de uma condição considerada central pelo entorno de Pacheco: a neutralidade do partido na eleição presidencial de 2026. A exigência seria que a direção nacional da sigla liberasse os diretórios estaduais para apoiar quem quisessem na disputa pelo Planalto, de direita ou esquerda.


Tanto o União Brasil quanto outras legendas de centro mantêm pontes com diferentes campos da disputa presidencial, incluindo o bolsonarismo, o que gera receio no senador.

Pacheco tem mantido conversas frequentes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vê no senador seu principal nome para liderar o palanque ao governo de Minas Gerais, um dos maiores colégios eleitorais do país.


Nos bastidores, a avaliação é que um eventual alinhamento formal do partido com um candidato da oposição poderia inviabilizar a candidatura do senador no estado.

Outro fator que influencia o cronograma de decisões é o prazo da janela partidária, período em que parlamentares podem trocar de legenda sem risco de perda de mandato. Interlocutores afirmam que Pacheco pretende segurar qualquer definição até os momentos finais desse prazo, que se encerra em 4 de abril.


Até lá, o senador deve continuar avaliando pesquisas eleitorais, conversando com lideranças políticas e acompanhando as negociações nacionais envolvendo os partidos do centro.

Possível vaga no STF também entra no radar

Além da disputa eleitoral em Minas, outro cenário que aparece no horizonte político de Rodrigo Pacheco envolve o Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos bastidores de Brasília, o senador é citado como possível nome para uma futura indicação à Corte pelo presidente Lula. O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem preferência pelo nome de Pacheco para uma vaga no tribunal.

No Palácio do Planalto, porém, o favorito do presidente ainda é o advogado-geral da União, Jorge Messias. A expectativa era que a sabatina ocorresse após o Carnaval, mas diante da resistência de Alcolumbre e da sua influência na Casa - que indica derrota de Messias se for a votação neste momento - Lula ainda não enviou a mensagem presidencial formalizando a indicação.

O cálculo político do governo considera, no entanto, diferentes cenários no Congresso. Lula tem enfrentado dificuldades na relação com Alcolumbre e não descarta a indicação de Pacheco como alternativa para destravar uma escolha consensual, dependendo dos rumos da eleição.

Em caso de derrota de Lula na eleição presidencial de 2026 e diante da necessidade de garantir um nome aliado na Corte antes de deixar o cargo, a indicação do senador mineiro ao Supremo também é vista como um caminho possível pelo governo.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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