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Boa gestão de Renato Casagrande projeta Ricardo Ferraço no Espírito Santo

Alternando entre Paulo Hartung e Renato Casagrande, o Espírito Santo teve um salto de qualidade nos últimos 24 anos

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Espírito Santo apresenta crescimento significativo no PIB nas últimas duas décadas, passando por crises econômicas.
  • Governadores Paulo Hartung e Renato Casagrande intercalam mandatos, com Casagrande buscando consolidar a sucessão de Ricardo Ferraço.
  • A gestão de Casagrande é bem avaliada, com 79% de apoio da população, enquanto novos líderes políticos tentam romper esse ciclo.
  • O bolsonarismo influencia a política local, criando dinâmica própria nas eleições, com Ferraço representando a continuidade do modelo de gestão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Renato Casagrande tem a aprovação de 79% da população do Espírito Santo

Poucos são os exemplos de um Brasil que tem dado tão certo como o Espírito Santo. Nas últimas duas décadas, mesmo passando por crises nacionais e locais, como a da mineração, entre 2015 e 2017, o estado viu seu PIB praticamente triplicar.

Houve melhor distribuição de renda e muitos investimentos em infraestrutura portuária e logística. Isso diversificou a matriz econômica local e tornou o estado menos dependente das commodities.


Essa mudança tem tido forte impacto eleitoral. Desde 2002, quando Paulo Hartung assumiu o governo, o Espírito Santo só conheceu dois governadores: o próprio Hartung e Renato Casagrande. Ambos comandaram o Palácio Anchieta por 12 anos cada, intercalando-se nas administrações.

Em 2010, Casagrande foi o escolhido por Hartung para sucedê-lo e fez 82% dos votos. Depois disso, alguns desentendimentos afastaram os aliados, que se tornaram adversários.


Em 2014, Hartung venceu Casagrande. Em 2018, Casagrande voltou e conseguiu a reeleição em 2022. Interessante que Hartung iniciou a trajetória no PSB e depois mudou para o MDB. Casagrande manteve-se no PSB e seu atual vice, que o sucederá, para que postule uma cadeira ao Senado Federal, Ricardo Ferraço, é do MDB.

A pesquisa RealTime Big Data mostra que 79% dos entrevistados apoiam a gestão Casagrande. Mais de 50% consideram o trabalho ótimo e bom. É nesse índice que Ricardo Ferraço tenta se viabilizar eleitoralmente.


Do outro lado, o jovem prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, que tem feito uma gestão bem avaliada, tenta romper esse ciclo. Sua junção com o também jovem prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, é uma representação de uma nova onda política no estado, que se escora muito na questão nacional para se projetar.

O bolsonarismo é forte no Espírito Santo. Flávio Bolsonaro já aparece 5 pontos percentuais à frente de Lula, e esse nicho ideológico foi responsável por gerar um segundo turno, na eleição passada, dando um susto em Casagrande, que esperava levar o pleito com facilidade.


Filiado ao PSB, o governador ficou com a pecha de ser o candidato da esquerda, sendo impactado diretamente pela polarização nacional. No MDB, e com um histórico à direita, Ferraço dificilmente sofrerá pelo mesmo motivo, ainda que tenha o apoio formal do PSB, de Casagrande.

O impacto do bolsonarismo é tamanho que Magno Malta, muito identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro, quando estimulado, quebra boa parte dos votos de Pazolini e de Arnaldinho Borgo. Seria um candidato de direita raiz e não o “sabor direita”, como ambos.

Sua filha Maguinha Malta desponta bem para o Senado, mesmo com algum desconhecimento. Ser do PL e filha de Magno são credenciais suficientes para uma parte do eleitorado comprar sua indicação.

Mesmo com essa questão nacional tendo peso importante nas escolhas, o Espírito Santo parece ter uma dinâmica própria. Há uma ideia de um ciclo de desenvolvimento que foi impetrado por um jeito de governar, que tende a ser preservado.

Ricardo Ferraço é o escolhido pelo atual governador para representar essa continuidade de modelo. Experiente, já tendo ocupado uma cadeira de senador e tendo sido também vice-governador de Hartung, Ferraço reúne os atributos mais palpáveis para essa finalidade. Um caminho seguro e sem riscos deve ser a narrativa que comandará a campanha do emedebista.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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