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Em situação eleitoral delicada, Eduardo Leite precisa se viabilizar nacionalmente

Diferentemente de seus correligionários Ronaldo Caiado e Ratinho Jr., governador gaúcho enfrenta dificuldades locais

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, tem boa avaliação, mas enfrenta dificuldades eleitorais.
  • Forças políticas locais se unificaram contra Leite, com candidatos fortes tanto à direita quanto à esquerda.
  • Leite optou pela filiação ao PSD, mas poderia ter se consolidado no PSDB, que é menos polarizado.
  • Seu candidato a sucessão está em quarto lugar nas pesquisas, e Leite pode precisar de uma estratégia nacional para se viabilizar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Eduardo Leite tem boa avaliação, mas vive uma situação bastante delicada eleitoralmente Valter Campanato/Agência Brasil — 27.09.2023

Um paradoxo daqueles que não se explica acontece com Eduardo Leite. O governador do Rio Grande do Sul tem boa avaliação de gestão, é frequentemente lembrado como uma opção para o Palácio do Planalto, mas se encontra em uma situação bastante delicada eleitoralmente.

As forças políticas gaúchas se unificaram em torno de projetos que transbordam o controle do Palácio do Piratini. Luciano Zucco conseguiu unificar a direita e é candidato único nessa raia, que tem sido majoritária no estado. A esquerda, se não está unida, está bem delimitada em duas candidaturas: Juliana Brizola e Edegar Pretto, que ainda podem acabar em uma só.

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Nesse cenário de definições claras, as indefinições de Eduardo Leite têm custado caro. Sua filiação ao PSD para uma disputa interna com outros pretensos candidatos à presidência não pareceu lógica.

Por mais forte que seja o partido de Kassab, Leite poderia ter construído seu caminho pelo PSDB, que hoje conta com Ciro Gomes e tem uma federação com o histórico Cidadania, de Roberto Freire. Teria condições de atrair a simpatia de outros partidos que não aderiram à polarização em 2022, como Podemos, MDB e União Brasil.

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Leite é uma terceira via pura, diferente de Ratinho Jr. ou Ronaldo Caiado, que se alinharam nacionalmente ao bolsonarismo durante o período em que governaram seus estados.

No Rio Grande do Sul, Leite superou o PT no primeiro turno e teve uma virada surpreendente contra o representante de Jair Bolsonaro, na eleição passada, contando justamente com o apoio da esquerda.

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Com seu candidato à sucessão, Gabriel Souza, em quarto lugar no principal cenário e no mínimo 10 pontos percentuais atrás do segundo colocado, na simulação em que vai melhor, segundo a pesquisa RealTime Big Data, Leite, caso opte por uma candidatura ao Senado, também terá vida difícil.

Com 16% de intenção de votos, está em um empate quádruplo numérico com Manuel D’Ávila, Marcel Van Hattem e Sanderson, além de técnico, na margem de erro com Paulo Pimenta.

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Nessa dicotomia entre o local e o nacional, Leite não pode ficar refém de uma prévia em que o dedaço do presidente nacional do partido definirá seu futuro.

Precisa exigir da direção nacional que o nome do PSD seja escolhido antes do final do prazo de mudanças partidárias, para que tenha tempo hábil de fazer o óbvio, construir sua caminhada nacional com forças que dialogam com sua trajetória política.

Por mais complexa que seja a disputa presidencial, Leite, mesmo que seja derrotado, cairá para cima, como diz o dito popular. Terá espaço para debater o país, apresentar-se para o grande público e propor soluções para os problemas que o Brasil enfrenta.

Com espaço e falando para um público novo, tende a crescer. Entretanto, se optar por ficar no Rio Grande do Sul, a chance de minguar é enorme e, mesmo jovem e com boas ideias, poderá ficar num ostracismo que o tire da cena política.

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