Bastidores: Em cima do trio na Paulista
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fala contra Alexandre de Moraes no 7 de Setembro. De perto, o candidato demonstrava clara expressão de tensão com o momento da campanha presidencial e a adrenalina de quem comandou o ato pela primeira vez
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O blog acompanhou todo o 7 de Setembro na Avenida Paulista, a poucos metros do espaço reservado para os discursos, e viu como foi a interação dos candidatos presentes. Os principais nomes da direita no país passaram pelo local.
Na chegada, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) demonstrava tensão e, ao mesmo tempo, energia por estar no comando, pela primeira vez, de um ato político na avenida mais conhecida do país.
No discurso de quase 15 minutos, concentrou boa parte do tempo nas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, e defendeu o impeachment do magistrado. “Vou indicar cinco ministros para o STF porque o Alexandre de Moraes vai cair”, declarou o senador no microfone.
Flávio esteve ao lado de vários integrantes da direita conservadora e demonstrou boa relação com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
Flávio chegou a chamá-lo de “Tarcisião” nos bastidores. Quem também esteve presente no trio acompanhando os atos foi o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP).
O senador Sergio Moro (União-PR), pré-candidato ao governo do Paraná, também marcou presença: tirou fotos, mas não discursou.
Cenas interessantes e conversas de bastidores ocorreram com mais intensidade quando a chuva ameaçou apertar. Alguns integrantes do trio defenderam antecipar a fala de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), temendo que os apoiadores fossem embora, e cancelar o discurso do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que chegou atrasado na Paulista vindo de Minas Gerais.
Logo depois, Nikolas chegou e fez uma das falas mais inflamadas do ato. O deputado e Flávio demonstraram proximidade, afastando as informações de afastamento.
No trio, também estiveram presentes o candidato a vice-presidente, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e Daniela Marques, coordenadora do plano econômico do PL. Daniela e Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio, permaneceram sempre próximas e sorridentes.
Muitos outros candidatos aproveitaram o ato para gravar material de campanha para as redes sociais. O espaço ficou apertado e foi disputado palmo a palmo. A organização enfrentou dificuldades porque o microfone usado nos discursos era com fio e o retorno de áudio estava baixo. Em resumo: o público ouvia muito bem lá embaixo, mas ali em cima poucos entendiam o que era dito.
Sobre o público, aliados buscavam explicações para a adesão não ter sido tão grande quanto era esperado. Fala-se em “frio”, risco de “chuva” e até em entraves provocados por adversários políticos.
Mas, independentemente do público, integrantes da campanha acreditam que, com a crise no Supremo Tribunal Federal, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve assumir a liderança nas pesquisas de intenção de voto. O tom do momento, portanto, é de otimismo.
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