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Brasileiro suspeito de integrar o Comando Vermelho é preso na Itália; entenda como funciona a extradição

Homem conhecido como “Italiano” era procurado pela Justiça do Rio Grande do Norte e foi localizado após alerta internacional

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Brasileiro procurado pela Justiça é preso na Itália após alerta da Interpol. Foto de Alex Suprun na Unsplash

Um brasileiro procurado pela Justiça e apontado pelas autoridades como integrante do Comando Vermelho foi preso na Itália em uma operação internacional que envolveu autoridades brasileiras, italianas e a Interpol.

A captura foi confirmada pela Arma dei Carabinieri, que informou em 23 de setembro de 2026 ter cumprido um mandado internacional contra o brasileiro, conhecido pelo pseudônimo de “Italiano”. Ele foi localizado em Scauri di Minturno, na província italiana de Latina.

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Segundo o comunicado oficial italiano, o mandado havia sido expedido em 25 de agosto de 2026 pelo Tribunal Penal do Estado do Rio Grande do Norte. O brasileiro era procurado por participação em organização criminosa.

Alerta da Interpol levou às buscas na Itália

As buscas internacionais foram ativadas pelo Secretariado-Geral da Interpol a pedido do escritório da organização em Brasília.

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Segundo os Carabinieri, foi emitida uma Red Notice (Notificação Vermelha) para auxiliar na localização internacional e na prisão provisória do procurado com finalidade de extradição para o Brasil.

É importante diferenciar os instrumentos envolvidos. Existe um mandado expedido pela Justiça brasileira e, no âmbito da cooperação policial internacional, a Notificação Vermelha foi utilizada para ajudar a localizar o procurado fora do país.

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A Red Notice, por si só, não equivale a uma ordem internacional de prisão nem determina automaticamente a extradição. A adoção de medidas de prisão ou outras providências depende das leis do país onde a pessoa é localizada.

Quem é o brasileiro preso na Itália?

Os Carabinieri não divulgaram o nome completo do brasileiro no comunicado consultado, identificando-o apenas pelo pseudônimo “Italiano”.

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A autoridade italiana afirma que, a partir da Operação Leviathan, conduzida pelas autoridades brasileiras, ele foi considerado integrante do Comando Vermelho com atuação em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

O comunicado dos Carabinieri descreve ainda o Comando Vermelho como uma organização criminosa brasileira envolvida, entre outras atividades ilícitas, com tráfico de drogas e armas.

Como se trata de acusações submetidas às autoridades judiciais, é importante preservar a distinção entre uma suspeita ou acusação e uma eventual condenação definitiva.

Como o brasileiro foi localizado?

Depois de receber informações de que o procurado poderia estar em território italiano, unidades dos Carabinieri iniciaram as investigações.

A força italiana informou que a apuração contou com recursos tecnológicos, mas não detalhou publicamente quais ferramentas foram utilizadas.

As diligências permitiram localizar o brasileiro em Scauri di Minturno, onde ele foi preso.

Participaram da operação o ROS – Raggruppamento Operativo Speciale e o Comando Provincial dos Carabinieri de Latina.

Segundo as autoridades italianas, as buscas ocorreram sob coordenação da Direção Nacional Antimáfia e Antiterrorismo da Itália, dentro da cooperação internacional com a Interpol e com o serviço italiano responsável pela cooperação policial internacional.

Brasileiro foi levado para presídio em Cassino

Após a prisão, a Procuradoria da República de Cassino foi comunicada.

O brasileiro foi encaminhado para a Casa Circondariale di Cassino, estabelecimento prisional localizado na região.

Os Carabinieri classificaram expressamente a medida como prisão provisória para fins de extradição.

Isso significa que a captura não deve ser confundida com uma extradição já concluída. A entrega do brasileiro às autoridades do Brasil depende das próximas etapas do procedimento e das decisões das autoridades competentes na Itália.

Brasil e Itália têm tratado de extradição

Brasil e Itália possuem um tratado bilateral específico para situações de extradição.

O Tratado de Extradição entre a República Federativa do Brasil e a República Italiana foi assinado em Roma em 17 de outubro de 1989 e promulgado no Brasil pelo Decreto nº 863, de 9 de julho de 1993. O acordo entrou em vigor em 1º de agosto de 1993.

O tratado de extradição é diferente do acordo bilateral de cooperação judiciária em matéria penal, promulgado pelo Decreto nº 862/1993.

A distinção é relevante porque o caso agora envolve justamente o mecanismo de extradição.

O que é uma extradição?

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a extradição é um mecanismo de cooperação internacional que permite a entrega de uma pessoa investigada, processada ou condenada por crime ao país que a reclama.

O procedimento pode ser utilizado tanto para permitir o andamento de uma investigação ou processo penal quanto para possibilitar o cumprimento de uma pena já imposta.

Quando uma pessoa procurada pela Justiça brasileira é localizada em outro país, o procedimento é tratado pelo Brasil como extradição ativa.

O brasileiro será trazido imediatamente para o Brasil?

Não necessariamente. A prisão provisória representa uma etapa do procedimento, e a entrega ao Brasil depende do processamento do pedido de extradição de acordo com o tratado bilateral e com as regras aplicáveis na Itália.

Em uma extradição ativa, o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, atua no processamento e na tramitação do pedido apresentado pelo Poder Judiciário brasileiro.

Depois de analisada a documentação necessária, o pedido é encaminhado ao país onde a pessoa procurada foi localizada.

Também existe um prazo para a apresentação do pedido formal de extradição após uma prisão provisória, conforme o tratado e as regras aplicáveis. Caso as exigências não sejam cumpridas dentro do prazo, o Estado requerido poderá determinar a liberação da pessoa.

No caso específico do brasileiro preso na Itália, será necessário acompanhar as comunicações oficiais para verificar como o procedimento avançará perante as autoridades italianas.

Red Notice não significa extradição automática

A prisão do brasileiro também ajuda a esclarecer uma confusão frequente em casos envolvendo a Interpol.

A Red Notice é um mecanismo de cooperação internacional utilizado para solicitar a localização e a prisão provisória de uma pessoa procurada, com base em uma ordem judicial ou decisão equivalente do país solicitante.

Ela, entretanto, não representa uma extradição concluída.

A prisão provisória, a apresentação do pedido formal, a análise pelas autoridades do país requerido e a eventual decisão de entrega são etapas distintas.

Portanto, no caso do brasileiro localizado na Itália, o que está oficialmente confirmado é a prisão provisória com finalidade extradicional para o Brasil.

O procedimento ainda depende das próximas decisões e providências das autoridades envolvidas.

Caso mostra alcance da cooperação internacional

O episódio demonstra como mecanismos de cooperação internacional podem permitir que uma investigação criminal ultrapasse as fronteiras do país onde o processo ou a ordem judicial teve origem.

Um mandado expedido pela Justiça do Rio Grande do Norte levou à utilização de mecanismos internacionais de localização, com participação da Interpol, e resultou na localização do procurado pelas autoridades italianas.

Brasil e Itália mantêm, além do tratado específico de extradição, um Tratado sobre Cooperação Judiciária em Matéria Penal, promulgado pelo Decreto nº 862/1993.

Agora, a atenção se volta para os próximos passos do procedimento na Itália e para a eventual formalização do pedido de extradição pelas autoridades brasileiras.

Até 24 de setembro de 2026, o que está oficialmente confirmado é que o brasileiro conhecido como “Italiano” foi localizado em território italiano e permanece sob custódia no contexto de uma prisão provisória para fins de extradição ao Brasil.

A prisão, entretanto, não representa uma decisão definitiva sobre as acusações atribuídas a ele nem significa que a extradição já tenha sido concluída.

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Fontes oficiais consultadas: Arma dei Carabinieri, Ministério da Justiça e Segurança Pública e legislação federal brasileira. Pesquisa revisada e atualizada em 24 de setembro de 2026.

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