Carnaval de erros: Lula queima capital político na largada eleitoral
Presidente toma distância da crise em viagem internacional e avalia correção de rumos
Christina Lemos|Do R7

Em silêncio sobre o desgaste provocado pela recente homenagem carnavalesca, o presidente Lula retorna de viagem internacional no dia 24 com o desafio de uma correção de rumos. Enquanto isso, colhe ruidosa resposta da oposição, que vai à Justiça Eleitoral cobrar punição para a suposta campanha eleitoral antecipada na avenida.
Ao acolher “a maior homenagem que um brasileiro pode receber”, como frisou enfaticamente, Lula não previu nem podia cercear a expressão criativa do carnavalesco, que reduziu conservadores a famílias enlatadas - entre outras ofensas a essa camada da população que o presidente tem o desafio de conquistar, para ampliar suas chances de reeleição.
O episódio teve desfechos previsíveis e imprevisíveis: a escola terminou rebaixada; veio a público a briga entre a primeira dama Janja e Lurian, a filha de Lula, expulsa do camarim presidencial; e o TSE acaba de receber a representação de Flávio Bolsonaro, provocando o Tribunal a reagir.
No meio petista, há quem reconheça que o principal erro foi ter fornecido artilharia para a oposição, com fartura de imagens, numa exposição pública fora de controle, que Lula preferiu chamar de “liberdade de expressão”, lançando mão justamente de uma das principais bandeiras ideológicas de seus adversários.
Há também a esperança de que, estando a 8 meses da eleição, o caso se dissipe no tempo, embora tenha oferecido imagens de sobra para a propagando eleitoral adversária.
As preocupações do presidente, no retorno ao Brasil, são mais pragmáticas e estão acima do episódio momesco: a difícil formação de palanques estaduais. Os principais colégios eleitorais estão indefinidos ou até mesmo travados, seja por falta de concorrentes com viabilidade eleitoral, seja por desacordo entre aliados.
É o caso de São Paulo, Minas e Rio de Janeiro. O cenário exigirá de Lula e aliados uma expressiva correção de rumos para minimizar a perda de capital político que já reduz sua vantagem para a disputa novamente polarizada que se aproxima.
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