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Oposição impõe derrotas a Lula, que vive pior momento da pré-campanha

Para governistas, alvo político das CPIs é o presidente, que tem o próprio filho na mira de opositores

Christina Lemos|Do R7

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Lula, durante a sessão de encerramento do encontro empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul
Lula, durante a sessão de encerramento do encontro empresarial Brasil-Coreia do Sul, em Seul Divulgação/Ricardo Stuckert/PR - 23.02.2026

Chegou ao seu momento mais crítico a má fase da pré-campanha do presidente Lula, que vê simultaneamente seu adversário, Flávio Bolsonaro, avançar nas intenções de voto e as investigações da CPI do INSS se voltarem para seu filho, Fábio, o Lulinha.

A sessão desta quinta-feira (26), no Senado, que terminou em troca de empurrões e agressões, após a aprovação de uma devassa nas finanças do filho do presidente, deixou patente que os governistas não só não controlam os trabalhos, como fracassaram na defesa do Planalto.

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Os esforços de líderes governistas vieram após a derrota na votação, que acabou validada pelo presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos/MG), e tiveram efeito nulo. O deputado e ex-ministro Paulo Pimenta (PT/RS) promete contestar o resultado – que argumenta ter sido fraudado – junto à presidência da Casa. No entanto, são mínimas as chances de o presidente Davi Alcolumbre (União/AP) anular a decisão do colegiado.

Executada a diligência determinada pela CPI, o presidente estará exposto ao imprevisível resultado da abertura dos sigilos fiscal e bancário de Lulinha, cujos negócios com o pivô da investigação, o Careca do INSS, são tidos como suspeitos. O presidente já declarou publicamente que conversou com filho e disse que ele “pagaria o preço”, se houvesse algo irregular.

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Outro palco em que a oposição avança com facilidade é o da CPI do Crime Organizado. Senadores aprovaram diligências e convocações de personagens ligados ao caso Master, driblando a demora do presidente da Casa em instalar investigação sobre o escândalo financeiro iniciado com a liquidação do banco comandado por Daniel Vorcaro.

As decisões, no entanto, podem ser questionadas, uma vez que o caso Master estaria fora do “objeto de investigação” da CPI. Menos de 24h depois da convocação de familiares do ministro Dias Toffoli, o relator do caso no STF, André Mendonça, dispensou os irmãos do colega de comparecerem e ainda lhes garantiu o direito ao silêncio, tornando sem efeito a iniciativa da comissão de inquérito.

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O cenário é extremamente desfavorável a Lula, que, estando em missão oficial à Índia e Coreia do Sul, assistiu ao adversário, Flávio Bolsonaro (PL/RJ), crescer nas intenções de voto, a ponto de alcançar um empate num eventual segundo turno. Levantamento AtlasIntel mostra o senador com 43,6% das intenções de voto e Lula com 46,2%.

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