Oposição impõe derrotas a Lula, que vive pior momento da pré-campanha
Para governistas, alvo político das CPIs é o presidente, que tem o próprio filho na mira de opositores
Christina Lemos|Do R7

Chegou ao seu momento mais crítico a má fase da pré-campanha do presidente Lula, que vê simultaneamente seu adversário, Flávio Bolsonaro, avançar nas intenções de voto e as investigações da CPI do INSS se voltarem para seu filho, Fábio, o Lulinha.
A sessão desta quinta-feira (26), no Senado, que terminou em troca de empurrões e agressões, após a aprovação de uma devassa nas finanças do filho do presidente, deixou patente que os governistas não só não controlam os trabalhos, como fracassaram na defesa do Planalto.
Os esforços de líderes governistas vieram após a derrota na votação, que acabou validada pelo presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos/MG), e tiveram efeito nulo. O deputado e ex-ministro Paulo Pimenta (PT/RS) promete contestar o resultado – que argumenta ter sido fraudado – junto à presidência da Casa. No entanto, são mínimas as chances de o presidente Davi Alcolumbre (União/AP) anular a decisão do colegiado.
Executada a diligência determinada pela CPI, o presidente estará exposto ao imprevisível resultado da abertura dos sigilos fiscal e bancário de Lulinha, cujos negócios com o pivô da investigação, o Careca do INSS, são tidos como suspeitos. O presidente já declarou publicamente que conversou com filho e disse que ele “pagaria o preço”, se houvesse algo irregular.
Outro palco em que a oposição avança com facilidade é o da CPI do Crime Organizado. Senadores aprovaram diligências e convocações de personagens ligados ao caso Master, driblando a demora do presidente da Casa em instalar investigação sobre o escândalo financeiro iniciado com a liquidação do banco comandado por Daniel Vorcaro.
As decisões, no entanto, podem ser questionadas, uma vez que o caso Master estaria fora do “objeto de investigação” da CPI. Menos de 24h depois da convocação de familiares do ministro Dias Toffoli, o relator do caso no STF, André Mendonça, dispensou os irmãos do colega de comparecerem e ainda lhes garantiu o direito ao silêncio, tornando sem efeito a iniciativa da comissão de inquérito.
O cenário é extremamente desfavorável a Lula, que, estando em missão oficial à Índia e Coreia do Sul, assistiu ao adversário, Flávio Bolsonaro (PL/RJ), crescer nas intenções de voto, a ponto de alcançar um empate num eventual segundo turno. Levantamento AtlasIntel mostra o senador com 43,6% das intenções de voto e Lula com 46,2%.
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