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Carnaval de erros: Lula queima capital político na largada eleitoral

Presidente toma distância da crise em viagem internacional e avalia correção de rumos

Christina Lemos|Do R7

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Presidente Lula, durante a sessão plenária com almoço de trabalho, no Centro de Convenções Bharat Mandapa. Nova Délhi - Índia Ricardo Stuckert / PR

Em silêncio sobre o desgaste provocado pela recente homenagem carnavalesca, o presidente Lula retorna de viagem internacional no dia 24 com o desafio de uma correção de rumos. Enquanto isso, colhe ruidosa resposta da oposição, que vai à Justiça Eleitoral cobrar punição para a suposta campanha eleitoral antecipada na avenida.

Ao acolher “a maior homenagem que um brasileiro pode receber”, como frisou enfaticamente, Lula não previu nem podia cercear a expressão criativa do carnavalesco, que reduziu conservadores a famílias enlatadas - entre outras ofensas a essa camada da população que o presidente tem o desafio de conquistar, para ampliar suas chances de reeleição.

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O episódio teve desfechos previsíveis e imprevisíveis: a escola terminou rebaixada; veio a público a briga entre a primeira dama Janja e Lurian, a filha de Lula, expulsa do camarim presidencial; e o TSE acaba de receber a representação de Flávio Bolsonaro, provocando o Tribunal a reagir.

No meio petista, há quem reconheça que o principal erro foi ter fornecido artilharia para a oposição, com fartura de imagens, numa exposição pública fora de controle, que Lula preferiu chamar de “liberdade de expressão”, lançando mão justamente de uma das principais bandeiras ideológicas de seus adversários.

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Há também a esperança de que, estando a 8 meses da eleição, o caso se dissipe no tempo, embora tenha oferecido imagens de sobra para a propagando eleitoral adversária.

As preocupações do presidente, no retorno ao Brasil, são mais pragmáticas e estão acima do episódio momesco: a difícil formação de palanques estaduais. Os principais colégios eleitorais estão indefinidos ou até mesmo travados, seja por falta de concorrentes com viabilidade eleitoral, seja por desacordo entre aliados.

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É o caso de São Paulo, Minas e Rio de Janeiro. O cenário exigirá de Lula e aliados uma expressiva correção de rumos para minimizar a perda de capital político que já reduz sua vantagem para a disputa novamente polarizada que se aproxima.

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