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Ciência para o Dia a Dia

O que alimenta você também alimenta suas bactérias

No intestino, prebióticos nutrem as bactérias boas, reforçam a imunidade e ajudam a manter o corpo em equilíbrio.

Ciência para o Dia a Dia|Camille Perella CoutinhoOpens in new window

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Alimentos (Foto: Reprodução) Feed TV - Saúde

Você já parou para pensar que a maior parte das células do nosso corpo não é exatamente nossa? Trilhão por trilhão, temos mais bactérias do que células humanas. E antes que isso soe estranho, vale dizer: isso é uma coisa boa.

Essas bactérias, principalmente as que vivem no intestino, ajudam a digerir o que comemos, produzem vitaminas, equilibram a imunidade e até participam da regulação do humor. Mas como todo sistema vivo, elas precisam de alimento para sobreviver. É aí que entram os prebióticos, fibras que nós não digerimos, mas que servem de alimento para as bactérias boas que moram no nosso intestino.


E aqui vai um ponto importante: cada bactéria precisa estar no lugar certo. Uma bactéria que é benéfica no intestino pode ser extremamente prejudicial se for parar nos pulmões ou cair na corrente sanguínea. O problema não é a bactéria em si, mas o desequilíbrio. Quando a barreira intestinal está enfraquecida, o que deveria ficar confinado ao intestino pode escapar. E isso abre caminho para inflamações e doenças.

Prebióticos ajudam a manter essa barreira funcionando como deveria. Reforçam as conexões entre as células intestinais, aumentam a produção de muco protetor e estimulam substâncias que controlam a inflamação. Em outras palavras, eles nutrem o intestino e ajudam o corpo a se proteger.


E tem mais. O efeito dos prebióticos não depende só das bactérias. Algumas fibras conseguem atuar diretamente nas células intestinais e no sistema imune.

Você encontra prebióticos em alimentos simples: alho, cebola, alho-poró, aveia, feijão, grão-de-bico, cacau, frutas como a jabuticaba e a uva, e também na laranja.


Cuidar da alimentação é entender que aquilo que a gente não vê também importa. E quando o intestino está bem cuidado, o corpo inteiro funciona melhor. Prebiótico não é moda, é base. Está nas fibras, nos alimentos de verdade, na escolha de comer com variedade. E isso sim faz diferença.

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