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Ciência para o Dia a Dia

Por que a inflamação da gengiva afeta mais os homens?

Como a diferença na resposta imunológica muda o risco de perder dentes

Ciência para o Dia a Dia|Camille Perella CoutinhoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A periodontite é mais comum e severa em homens, devido a diferenças na resposta imunológica.
  • Homens produzem mais IL-1β, uma molécula inflamatória, favorecendo a perda óssea em gengivas.
  • Tratamentos experimentais mostraram eficácia em homens, mas não alteraram a inflamação em mulheres.
  • Hábitos simples, como escovação adequada e consultas regulares, são essenciais para prevenção, independentemente do sexo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ciência descobre por que a inflamação da gengiva pode ser mais intensa nos homens Freepik/@freepik

Você já reparou que algumas doenças parecem atingir homens e mulheres de formas diferentes? A periodontite, inflamação séria que destrói os tecidos que sustentam os dentes, é um desses casos. Ela é mais comum e costuma ser mais severa nos homens, mas até pouco tempo atrás ninguém sabia exatamente o porquê.

Um estudo recente trouxe uma resposta surpreendente que começa dentro do próprio sistema imunológico. Pesquisadores analisaram milhares de amostras humanas e também usaram modelos experimentais para entender essa diferença.


Eles descobriram que um ponto-chave está em uma molécula inflamatória produzida pelo organismo, chamada IL-1β. Ela é ativada por um mecanismo interno de defesa chamado inflamassoma, que funciona como um alarme para identificar ameaças e montar uma resposta inflamatória.

O problema é que esse alarme não toca igual para todo mundo. Homens produzem muito mais IL-1β na gengiva do que mulheres, mesmo antes da doença avançar. Isso cria um ambiente inflamatório mais intenso e persistente, favorecendo a perda óssea ao redor dos dentes.


Mulheres também têm inflamação, claro, mas o organismo parece seguir outras rotas e não depende tanto desse mesmo mecanismo.

O estudo também investigou um tratamento experimental que bloqueia esse caminho inflamatório. O resultado chamou atenção. Em machos, o medicamento conseguiu reduzir a inflamação e impedir a destruição óssea. Em fêmeas, não fez diferença.


Isso reforça a ideia de que homens e mulheres não respondem da mesma forma às terapias e que a medicina personalizada não é o futuro, é o presente batendo na porta.

Mais do que um detalhe científico, esse tipo de descoberta muda a forma como pensamos prevenção e tratamento. Se parte da inflamação gengival segue caminhos diferentes entre os sexos, estratégias de cuidado, acompanhamento e terapias podem precisar ser ajustadas no futuro.


A boa notícia é que, independentemente do sexo, hábitos simples continuam sendo nossas maiores armas contra a periodontite. Escovação adequada, fio dental, consultas regulares e alimentação equilibrada seguem imbatíveis.

O que muda é que agora entendemos um pouco melhor como cada corpo reage e por que alguns precisam de atenção ainda mais cuidadosa que outros.

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